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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Agrotóxico é problema de saúde pública

Fonte: http://www.mst.org.br/node/9905

21 de maio de 2010

Por Igor Felippe Santos
Da Página do MST

O Brasil bateu recorde no consumo de agrotóxicos no ano passado. Mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras. O país ocupa o primeiro lugar na lista de países consumidores desses produtos químicos.

Com a aplicação exagerada nas lavouras no Brasil, o uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transforma em um problema de saúde pública.

“Os impactos negativos são no trabalhador, que aplica diretamente, na sua família, que mora dentro das plantações de soja, na periferia da cidade, porque a pulverização é quase em cima das casas. Tem também o impacto no ambiente, com a contaminação por agrotóxicos das águas”, afirma o médico e professor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Wanderlei Antonio Pignati, em entrevista exclusiva à Página do MST.

O pesquisador da Fiocruz, doutor em saúde e ambiente fez estudos sobre os impactos dos agrotóxicos no Mato Grosso, que demonstram que nas regiões com maior utilização de agrotóxicos é maior a incidência de problemas de saúde agudos e crônicos.

Por exemplo, intoxicações agudas e crônicas, má formação fetal de mulheres gestantes, neoplasia, distúrbios endócrinos, neurológicos, cardíacos, pulmonares e respiratórias, além de doenças subcrônicas, de tipo neurológico e psiquiátricos, como depressão.

Abaixo, leia a entrevista com o professor Wanderlei Antonio Pignati.

Em 2009, o Brasil utilizou mais de 1 bilhão de litros de agrotóxicos. Por que a cada safra cresce a quantidade de venenos jogados nas lavouras?

O consumo de agrotóxicos dobrou nos últimos 10 anos. Passamos a ser o maior consumidor mundial de agrotóxicos. No Mato Grosso, 105 milhões de litros de agrotóxicos foram usados na safra agrícola passada, com uma média de 10 litros por hectare de soja ou milho e 20 litros por hectare de algodão. Tem vários municípios que usaram até 7 milhões de litros em uma safra. Isso traz um impacto muito grande para a saúde e para o ambiente. A utilização tem aumentado porque a semente está dominada por seis ou sete indústrias no mundo todo, inclusive no Brasil. Essas sementes são selecionadas para que se utilize agrotóxicos e fertilizantes químicos. Isso para aumentar a produtividade e os lucros dessas empresas do agronegócio. Paralelamente, vem aumentando também o desmatamento, com a plantação de novas áreas, aumentando a demanda por agrotóxicos e fertilizantes químicos. No Mato Grosso, passou de 4 milhões para 10 milhões de hectares plantados na última safra. O desmatamento é a primeira etapa do agronegócio. Depois entra a indústria da madeira, a pecuária, a agricultura, o transporte e o armazenamento. Por fim, a verdadeira agroindústria, com a produção de óleos, de farelo e a usina de açúcar, álcool, curtumes, beneficiamento de algodão e os agrocombustíveis, que fazem parte do agronegócio. Isso vem se desenvolvendo muito, pela nossa dependência da exportação. Isso tudo fez com que aumentasse o consumo de agrotóxicos no Brasil.

Quanto mais avança o agronegócio, maior o consumo de agrotóxicos?

Sim. As sementes das grandes indústrias são dependentes de agrotóxicos e fertilizantes químicos. As indústrias não fazem sementes livres desses produtos. Não criam sementes resistentes a várias pragas, sem a necessidade de agrotóxicos. Não fazem isso, porque são produtores de sementes e agrotóxicos. Criam sementes dependentes de agrotóxicos. Com os transgênicos, a situação piora mais ainda. No caso da soja, a produção é resistente a um herbicida, o glifosato, conhecido como roundup, patenteado pela Monsanto. Aí o uso é duas ou três vezes maior de roundup na soja. Isso também aumenta o consumo de agrotóxicos.

Mas a CTNBio liberou diversas variedades de transgênicos, com o argumento de que se diminuiria a necessidade de agrotóxicos...

É só pegar o exemplo da soja transgênica, que não é resistente a praga nenhuma, para perceber como é mentira. Temos que desmascarar a nível nacional e internacional. A soja transgênica não é resistente a pragas, mas a um herbicida, o glifosato. Então, é ainda maior a utilização de agrotóxicos. Eles usam antes de plantar, depois usam de novo no primeiro, no segundo e no terceiro mês. Dessa forma, aumenta em três vezes o uso do herbicida na soja transgênica. Agora vem o milho transgênico, que também é resistente ao glifosato. Com isso, vai aumentar ainda mais o consumo de agrotóxicos. Em geral, os transgênicos resistentes a pragas ainda são minoria.

Quais os efeitos dos agrotóxicos para a saúde e para o ambiente?

Os impactos negativos são no trabalhador, que aplica diretamente, na sua família, que mora dentro das plantações de soja, na periferia da cidade, porque a pulverização é quase em cima das casas. Tem também o impacto no ambiente, com a contaminação por agrotóxicos das águas. Ficam resíduos dos agrotóxicos nos poços artesianos de água potável, nos córregos, nos rios, na água de chuva e no ar. Isso faz com que a população absorva esses agrotóxicos.

Quais as consequências?

São agravos na saúde agudos e crônicos. Intoxicações agudas e crônicas, má formação fetal de mulheres gestantes, neoplasia (que causa câncer), distúrbios endócrinos (na tiroide, suprarrenal e alguns mimetizam diabetes), distúrbios neurológicos, distúrbios respiratórias (vários são irritantes pulmonares). Nos lagos e lagoas, acontece a extinção de várias espécies de animais, como peixes, anfíbios e répteis, por conta das modificações do ambiente por essas substâncias químicas. Os agrotóxicos são levados pela chuva para os córregos e rios. Os sedimento ficam no fundo e servem de alimentos para peixes, répteis, anfíbios, causando impactos em toda a biota em cima da terra.

Como vocês comprovaram esses casos?

Para fazer a comprovação desses casos, é preciso comparar dados epidemiológicos de doenças de regiões que usam muito agrotóxico com outras que usam pouco. Por exemplo, nas três regiões do Mato Grosso onde mais se produz soja, milho e algodão há uma incidência três vezes maior de intoxicação aguda por agrotóxicos, comparando com outras 12 regiões que produzem menos e usam menos agrotóxicos. Analisando por regiões o sistema de notificação de intoxicação aguda da secretaria municipal, estadual e do Ministério da Saúde, percebemos que onde a produção é maior, há mais casos de intoxicação aguda, como diarréia, vômitos, desmaios, mortes, distúrbios cardíacos e pulmonares, além de doenças subcrônicas que aparecem um mês ou dois meses depois da exposição, de tipo neurológico e psiquiátricos, como depressão. Há agrotóxicos que causam irritação ocular e auditiva. Outros dão lesão neurológica, com hemiplegia, neurite da coluna neurológica cervical. Além disso, essas regiões que produzem mais soja, milho e algodão apresentam incidência duas vezes maior de câncer em crianças e adultos e malformação em recém nascidos do que nas outras regiões que produzem menos e usam menos agrotóxicos. Isso porque estão usando vários agrotóxicos que são cancerígenos e teratogênicos.

Qual o perigo para os consumidores de alimentos? Quais as iniciativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)?

A Anvisa está fazendo a revisão de 16 agrotóxicos, desde que lançou um edital em 2008. Quatorze deles são proibidos na União Europeia, nos Estados Unidos e Canadá por serem cancerígenos, teratogênicos, causam distúrbios neurológicos e endócrinos. Nessa revisão, já tem um resumo desses agrotóxicos, que são proibidos lá fora. Mas aqui são vendidos livremente, mesmo se sabendo desses efeitos crônicos. A Anvisa tem o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em alimentos, no qual faz a análise de 20 alimentos desde 2002. Nesses estudos, acharam resíduos nos alimentos, tanto de agrotóxicos não proibidos como acima do limite máximo permito. O endosulfan, por exemplo, é um inseticida clorado, que é cancerígeno e teratogênico, proibido há 20 anos na União Europeia, nos EUA e no Canadá. Não é proibido no Brasil, sendo muito usado na soja e milho. Esse limite máximo de resíduos é questionável, porque a sensibilidade é individual. Para uma pessoa, o limite máximo para desenvolver uma doença é 10 mg por dia e para outra basta 1 mg. Sem contar a contaminação na água, no ar, na chuva, porque devemos juntar todos esses fatores.

Como você avalia a legislação brasileira para os agrotóxicos e o trabalho da Anvisa?

A Anvisa vem fazendo um bom trabalho, com base na legislação. No entanto, todo dia os grandes burlam a lei. Não só a lei nacional sobre agrotóxicos, mas também o Código Florestal, as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (que obrigada a dar os equipamentos aos trabalhadores), as normas do Ministério da Agricultura (que impede a pulverização a menos de 250 metros da nascente de rios, córregos, lagoas e onde moram animais ou habitam pessoas). No Mato Grosso, passam todos os tipos de agrotóxicos de avião, não respeitando as normas.

Os fazendeiros dizem que, se usar corretamente os agrotóxicos, não há perigo.

Tem problema sim. Se o trabalhador ficar como um astronauta, usando todos os equipamentos de proteção individual necessário, pode não prejudicar a sua própria saúde, mas e o ambiente? Todo agrotóxicos é toxico, tanto da classe um como da classe quatro. Aonde vai o resíduo desse agrotóxico? Vai para a chuva, para os rios, para os córregos, para o ar e evapora e desce com a chuva. Não existe uso seguro e correto dos agrotóxicos para o ambiente. Temos que discutir que o uso de agrotóxicos é intencional. As ditas pragas da lavoura – que eu não chamo de pragas – seja um inseto, uma erva daninha ou um fungo, crescem no meio da plantação. Aí o fazendeiro polui o ambiente intencionalmente para tentar atingir essas pragas. Não tem como ele retirar especificamente as pragas, colocar em uma redoma e aplicar o agrotóxico. Ou seja, ele polui de maneira intencional o ambiente da plantação, o ambiente geral, o trabalhador e a produção. Uma parte dessa agrotóxicos fica nos alimentos.

As indústrias do agronegócio argumentam que é necessário o uso de grandes quantidades de agrotóxicos porque o Brasil é um país tropical, com grande diversidade climática. É verdade?

Não tem uma necessidade maior. Não é que o Brasil precise de mais por conta dessa questão climática. Nas monografias dos agrotóxicos, tem uma temperatura ideal para passar, em torno de 20º e 25º. Onde tem essa temperatura no Mato Grosso, por exemplo? Dá mais de 30 graus. Com isso, essas substâncias evaporam e usam ainda mais. Em vez de usar dois litros, colocam 2,5 litros por hectare. É um argumento falso. Tem que colocar agrotóxico porque a semente é dependente. Existem formas de fazer uma produção em grande escala sem a semente dependente de agrotóxicos e fertilizantes químicos. Há vários exemplos no mundo e no Brasil. Mas 99% de toda a nossa produção agrícola depende das sementes da indústrias, que não faz a seleção para não precisar de químicos.

Dentro desse quadro, qual é a tendência?

A tendência é aumentar a utilização de agrotóxicos. Por isso, é preciso uma política mais contundente do governo, dos movimentos de agroecologia e dos consumidores, que cada vez mais consomem agrotóxicos. É preciso discutir o modelo de produção agrícola que está ai. Com o milho transgênico, vai se utilizar mais glifosato. Há um clico de aumento dos agrotóxicos que não vai ter fim. Se analisar a resistência das pragas, há ervas daninhas resistentes ao glifosato. No primeiro momento, se aumenta a dose para vencer a praga. Em vez de cinco litros por hectare, usam sete litros. Num segundo momento se usa um herbicida ainda mais forte ou mais tóxico para combater a erva daninha resistente ao agrotóxico mais fraco. Isso não tem fim. Há grandes áreas de ervas daninhas resistentes nos Estados Unidos, na Argentina e está chegando no Brasil, no Rio Grande do Sul, no Paraná e no Mato Grosso. É um modelo insustentável.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Atingido por Barragem é assassinado em Aroeira - PB


Na noite de ontem (29/07) o trabalhador rural do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) da Paraíba, conhecido como Joãzinho, irmão de uma das líderanças do movimento, foi assassinado com tiros pelas costas. A emboscada foi montada próximo a sua residência em Pedro Velho, um dos três reaasentamentos onde estão alojadas 470 famílias atingidas pela construção da barragem de Acauã.


Militantes do MAB já vinham denunciando há algumas semanas o crescente clima de tensão na região, causado por ameaças de morte aos integrantes do movimento. Na semana anterior um rapaz que passava de moto próximo a um dos reassentamentos, em Itatuba, foi atingido com um tiro pelas costas, o que, de acordo com os dirigentes do movimento pode ter relação com as ameaças.


Atingidos por barragem lutam por terra


Após violento despejo (4/05), 120 famílias atingidas pela barragem de Acauã, montaram acampamento em terreno público, pertencente a prefeitura de Itatuba, próximo a fazenda Mascadi, onde ficaram acampadas durante dois meses aguardando vistoria do INCRA.


As famílias ficaram muito assustadas após as cenas de violência que viveram no despejo, realizado por 100 policiais militares e alguns jagunços da fazenda que aproveitaram a situação e atearam fogo em lonas e colchões dos acampados. Mesmo com a repressão, as familias se mantiveram organizadas e o acampamento a cada dia recebia mais e mais atingidos.


Há aproximadamente uma semana se iniciaram ameaças de morte a lideranças do acampamento, avisando que caso eles insistissem em permanecer no local assassinariam a eles e suas familias.


Desde então o clima de terror se alastrou na comunidade de Melancia (agrovila próxima ao acampamento) no município de Itatuba. Essa é mais uma página de uma longa de história de injustitas, vivida por essas familias atingidas.


Seis anos de injustiça e de luta


Há seis anos, 800 famílias paraibanas vivem difícil saga após a construção da barragem de Acauã. Todas viviam da agricultura, mas tiveram de deixar suas terras para a instalação da barragem. Desde então essas famílias nunca mais puderam recuperar sua antiga situação social, vivendo hoje em agrovilas, sem terra para cultivar e em pequenas casas de placa.


Foram muitas lutas travadas nesses seis anos, por indenizações justas, por reassentamento, por estruturas dignas de moradia, por escolas, posto de saúde e outros serviços sociais, como também por transporte e vias de acesso as comunidades.


Antes e depois da barragem


Antes da construção da barragem, as populações das comunidades atingidas viviam em áreas rurais, possuindo modo de vida compatível com o local de moradia e trabalho. Havia pesca de subsistência e, mesmo em condições humildes, os moradores possuíam uma vida digna, com habitações adequadas ao número de membros de cada família, acesso à água, alimentação adequada, garantida pelo trabalho que desempenhavam nas pequenas lavouras e pequenas criações, lazer, vida religiosa e social, escolas e postos de saúde, etc, além da possibilidade de negociar a produção nas comunidades vizinhas.


Depois da barragem, não foram garantidos aos atingidos os meios de vida que possuíam antes de serem desalojados de suas propriedades. Eles foram obrigados a mudar seu modo de vida: saíram de uma vida tradicionalmente rural para um meio “urbano” (sem que tenha a estrutura de uma aglomeração urbana). Não há terras agricultáveis, nem terrenos que permitam a criação de animais.


A degradação social e econômica elevou o número de casos de alcoolismo, além de aumentar os episódios de violência. As crianças não estudam, ou estudam sob péssimas condições. O esgoto corre a céu aberto. Muitos moradores não têm registro civil. Nenhum assentado possui documentação relativa à propriedade do imóvel que recebeu e em que reside. As comunidades são praticamente inacessíveis ou têm acesso muito difícil. Nenhuma é servida por transporte público regular. Nenhuma possui ambulância. Apenas alguns moradores são beneficiados por programas sociais do governo federal, sendo que os municípios não utilizam todos os benefícios previstos para serem concedidos às suas populações. As comunidades não recebem informações acerca desses programas, não sabendo como pleiteá-los. Muitos não têm acesso aos mesmos por não possuírem documentos de identidade.


A Barragem de Acauã foi concluída em 2002 e está localizada no Rio Paraíba, entre os municípios de Aroeiras, Itatuba e Natuba. Ela ocupa uma área de 1.725 hectares e causou o deslocamento de 4,5 mil pessoas (cerca de 800 famílias) que tiravam seu sustento do rio. Os povoados foram completamente inundados.


O Ministério Público Federal na Paraíba pede, por liminar, que a Justiça Federal mande o estado pagar uma remuneração mensal de um salário mínimo às famílias atingidas pela barragem, até que seja constatado que estejam construídas estruturas de produção que assegurem trabalho e renda à comunidade. Para o MPF, a remoção das comunidades desestruturou a economia das famílias, que ficaram sem uma atividade produtiva, além de terem sido encaminhadas para conjuntos habitacionais sem serviços e atividades essenciais.


Contra a criminalização dos Movimentos Sociais:


Exigimos imediata apuração e punição dos responsáveis pelo assassinato atingido Joãozinho em Pedro Velho!


Exigimos o fim das ameaças e violência em Itatuba, e punição dos agressores!


Exigimos reassentamento imediato das famílias atingidas!


Exigimos revisão das idenizações!


Movimento dos Atingidos por Barragens-PB
Comitê contra a Criminalização dos Movimentos Sociais
Mais informações:
Tel: 83 88222397; 83 88134661
Vídeo sobre a situação dos atingidos pela barragem de acauã
http://www.mabnacional.org.br/multimidia/videos.html

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O nosso Melhor - Coca Cola

A Coca-cola apresenta, já há alguns dias, em rede nacional, sua nova campanha de natal, com o tema "Presenteei o mundo com o seu melhor". Utilizando de um grande aparato tecnológico e publicitário, ela dispõe de filmes, materiais diversos para pontos de vendas, embalagens temáticas, site com jogos interativos e outras ações, como a Caravana de Natal, atividade que consiste caminhões iluminados percorrendo algumas cidades do Brasil, com apresentando espetáculos de teatro, Papai Noel, bonecos, cinema, brinquedos, pinturas e etc. Tudo pensado no sentido da divulgação dos produtos e da marca Coca-Cola. Como podemos observar o arsenal da empresa, ou melhor, da corporação (considerando seu caráter multinacional) não é qualquer coisa. A companhia, sendo uma das mais poderosas do mundo, possui condições financeiras para investir grandes valores em suas campanhas publicitárias, o que garante a continuidade de sua condição.

Nesse sentido, e pegando como foco seu comercial televisivo, observamos algumas características que confirmam nossas análises no que diz respeito à definição de propaganda ideológica. O comercial, intitulado “Estrela cadente”, apresenta um Papai Noel, muito simpático, em sua encantadora casa no Pólo Norte, lançando aos céus a estrela do Natal, que começa a contagiar o mundo com sua magia, “a magia de bondade, caridade e felicidade típica do período natalino”. Após uma menina ser tocada pelo efeito da estrela, começa a ajudar o irmão que está com os braços engessados a beber sua Coca-Cola. Logo em seguida, outra menina usa um lenço vermelho para ajeitar a posição de uma pequena árvore que corria o risco de se quebrar, em seguida recebe a coca-cola de sua amiga, que seguem contentes, caminhando tranqüilamente pelas ruas de uma linda cidade à noite. Todo o filme é apresentado com uma música ao fundo que repete: “Natal, natal, natal, espalhe essa magia ao seu redor, e contagie ao mundo com o quê você tem de melhor...”. Em seguida, surge novamente o Papai Noel e a frase “Presenteei o mundo com o seu melhor”, seguida da imagem da coca-cola com a frase: “Viva o lado Coca-Cola do Natal”.
De início, observando alienadamente a propaganda, poderíamos dizer inocentemente: Não tem nada de mais nessa propaganda; ao contrário, ela, como o próprio diretor de marketing da Coca-Cola Brasil (Ricardo Fort), afirma: “[...] traz uma poderosa mensagem de valorização do espírito humano e ainda faz uma referência à importância do cuidado com o planeta, na cena em que a menina ajeita a posição da árvore”. No entanto, há várias questões que são apresentadas de forma clara e ao mesmo tempo, de forma subliminar. Através de codificações, são apresentadas questões de emotividade e de preocupação com a preservação da natureza, o que vem a proporcionar emotividade e sensibilidade aos receptores. Isso tudo é feito no sentido de neutralizar o sendo crítico do público, através de pressões psicológicas e da elaboração cuidadosas dos produtores da propaganda, que atendem as exigências e interesses de seus solicitantes, os sócios proprietários da Coca-Cola Company.

As “boas ações”, realizadas nas cenas, são ligadas diretamente ao consumo de Coca-Cola. O que pressupõe a idéia de que quem consome o produto, seja contagiado pela magia natalina de realizar ações de caridade e consciência ambiental. Poderíamos tentar, dessa forma, fazer com que os proprietários de ações da própria Coca-Cola, experimentassem esse produto mágico, que eles mesmos vendem, para que eles pudessem investir uma parte de sua fortuna no reflorestamento de áreas ambientais devastadas, e a outra parte na socialização desta com os funcionários de suas fábricas na África e em outros países do Hemisfério Sul. Sem tanta ironia, porém, da mesma forma crítica, poderíamos analisar que esses mesmos códigos, ligados à música calma de fundo e as imagens de felicidade e tranqüilidade apresentadas durante todo o vídeo; transmitem, no sentido de ocultar as diferenças existentes na sociedade capitalista; a imagem de crianças brancas de classe média, em ambientes tranqüilos, sem violência, de fartura alimentar e harmonia familiar. Com isso, as pessoas de todas as classes sociais assistem a essas imagens, naturalizando esse modelo de sociedade que é apresentado e muitas vezes não se questionando porque em sua casa ou na casa de seu visinho as coisas não se dão nesse mesmo modelo.

As idéias de individualismo e positivismo, também são expressas subliminarmente. São apresentadas situações onde o esforço individual foi suficiente para o avanço e a superação de um determinado obstáculo. Isso leva o receptor a compreender que essas ações devem ser feitas de forma individual, e dentro de um padrão pré-estabelecido pela sociedade vigente. Nada de transgressor ou coletivo é apresentado como sendo meios para serem utilizados dentro de uma perspectiva de transformação. Esse ponto é interessante para ser observado em diversas outras campanhas publicitárias de diversos outros produtos e idéias que partem deste mesmo pressuposto.

A difusão de informações é controlada por uma determinada classe social, a classe de maior poder econômico na sociedade capitalista, ou seja, a classe burguesa. É de se esperar, com isso, que todos os meios de manipulação e controle social sejam utilizados no sentido de estabilização desse status (ou Estado). As propagandas cumprem seu papel dentro do meio de comunicação de massa. O que é preciso diante disto, é garantir a conscientização e a informação à classe oprimida, neste caso, a classe trabalhadora. A contrapropaganda ou a contra-ideologia, utilizadas de forma organizada e direcionada para este sentido, cumprem, de certa forma, esse papel. A pesar dos enormes desafios apresentados, é dever também do profissional de comunicação conhecer, reconhecer e fazer chegar à população as informações omitidas e distorcidas por estes meios. O nosso melhor está naquilo que podemos fazer de melhor, enquanto classe, e de mais concreto no processo histórico das lutas de classes sociais.

[Patrícia Ribeiro]

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Um Oceano de plástico

Olá minhas queridas e meus queridos,
Andei sumida, desde que o início das aulas. Muitas atividades e imprevistos me impediram de atualizar o blog por esse tempo. Mas hoje, recebi uma notícia que não poderia deixar de publicar. A situação de nosso meio ambiente há cada segundo que passa, mais e mais nos deixa preocupados. Até onde iremos chegar? A informação agora me assustou demais. De tanto lixo e plástico jogados ao mar em todo o planeta, já conseguimos visualizar a imensa, ou melhor, as imensas manchas verdes via satélite. Temos que ficar atentos o tempo todo as nossas atitudes, pois por mínimas que possam parecer, podem, e estão! contribuindo imensamente para nossa destruição, a destruição de nosso planeta. Devemos evitar ao máximo o consumo de plásticos e produtos descartáveis, pode não significar muito, mas se todos se comprometerem de fato... Isso é muito importante.



Um Oceano de plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.



















Foto do vórtex
No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.



















Ocean Plastic
O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.










Tartaruga deformada por aro plástico
A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'.
Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.














Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.


















Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico
E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully

sábado, 2 de agosto de 2008

SACOLAS PLÁSTICAS DE SUPERMERCADOS COM OS DIAS CONTADOS

... NO BRASIL, ISSO SERÁ POSSÍVEL?????

Anualmente, 210 milhões de toneladas de sacolas plásticas são produzidas no Brasil, cuja matéria-prima é nociva ao meio-ambiente. Em média, cada sacola plástica de supermercado LEVA MUITO MAIS DO QUE 100 (cem anos/um século) para desaparecer completamente e ainda totaliza 10% da montanha desorganizada do lixo produzido no Brasil (10% é MUITO LIXO em forma de sacolas).

A coleta seletiva de lixo escasseia em determinados locais, deixando as sacolas plásticas à mercê do tempo, nos aterros sanitários, nos lixões, nas valas (outrora rios), nas ruas, em terrenos baldios, em todo local e/ou a céu aberto. MAS O ENCONTRO DE UMA SOLUÇÃO QUE PRESERVE O MEIO-AMBIENTE PODE ESTAR PRÓXIMO . Em São Paulo foi aprovado um projeto de lei que objetiva a troca das sacolas plásticas de plástico comum (derivada de petróleo) POR MATERIAL BIODEGRADÁVEL. Caso seja levada adiante e seja sancionada, tal lei obriga os comerciantes a, num prazo máximo de um ano, se adaptarem à nova legislação. Outra medida é voltar com as sacolas de papel/papelão. Outra possibilidade é o uso de sacolas feitas de juta, ou de vime, ou de lona, etc. Além disso a população necessita se conscientizar e passar a andar com sua própria sacola.

A COLETA SELETIVA é uma realidade que tem que crescer e se aprimorar, pois não existe outra saída, isto é, tem que haver redução e seleção do lixo. ISSO MESMO, TEMOS QUE REDUZIR O LIXO, O QUE RESTAR TEM QUE SER SELECIONADO E REAPROVEITADO, DE UMA FORMA OU DE OUTRA. Nós conseguimos com as latinhas de cerveja, feitas de alumínio, e hoje o Brasil é o melhor país em reaproveitamento das referidas latinhas. Se houver empenho de todos e, principalmente, iniciativas política, conseguiremos.

Segundo a proposta do projeto de lei, as embalagens, utilizadas pelos estabelecimentos comerciais do estado, serão aquelas que se desintegrarão por oxidação acelerada através da luz e calor em fragmentos, durante um período de tempo especificado. As informações sobre os aditivos utilizados virão estampadas nas embalagens. Quem não cumprir as determinações legais ficará sujeito ao pagamento de multa de, aproximadamente, R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Na reincidência, a penalidade será aplicada em dobro .

O ideal seria que eles, após multados, não tivessem o direito de recorrer para assim "EMBROMAR" a punição até esta cair no esquecimento.

Patrícia Ribeiro

quinta-feira, 13 de março de 2008

Estudo revela efeito de transgênico em crias de ratas

Um estudo científico difundido no início deste ano revelou que mais da metade das crias de ratas de laboratório, que as mães foram alimentadas com soja transgênica durante a gestação, morreram nas três primeiras semanas de vida.

O estudo é de responsabilidade da doutora Irina Ermakova, pesquisadora do Instituto de Neurofisiologia da Academia de Ciências da Rússia e com esses dados anunciou que a que a morte de crias de mães alimentadas com transgênico é em média seis vezes mais alta que outras ratas que receberam alimentação normal.

Os dados foram publicados pelo jornal britânico The Independent. No estudo, foi dada farinha de soja transgênica resistente ao herbicida glifosato (conhecido como soja RR da empresa Monsanto) a um grupo de mães; a outro, farinha de soja não modificada; e a um terceiro grupo não foi dado soja. Como resultado, as crias do grupo alimentado com transgênicos tinham peso 36% inferior ao normal, enquanto os outros dois grupos tinham 6% inferior.

O estudo concluiu ainda que 55,6% das crias do grupo alimentado com soja transgênica morreram nas primeiras três semanas. As crias de mães alimentadas com soja normal tiveram mortalidade de 9% e o que não recebeu teve apenas 6,8 das crias mortas.

Segundo a pesquisadora, em entrevista ao jornal britânico, "a morfologia e a estrutura bioquímica das ratas é similar à dos humanos, o que faz com que esses resultados sejam muitos alarmantes... Indicam que poderiam existir riscos para as mães e seus bebês".

O mesmo jornal publicou também um informe secreto da maior empresa de transgênicos do mundo, Monsanto, que mostrava que ratas alimentadas com milho transgênico dessa companhia haviam sofrido mudanças em seus órgãos internos.

Com informações de Silvia Ribeiro, pesquisadora do Grupo ETC.


Arcor diz não aos transgênicos e entra para lista verde do Guia do Consumidor
26 de Fevereiro de 2008











O Guia do Consumidor do Greenpeace lista as empresas e marcas livres de transgênicos e aquelas que podem trazer em sua composição organismos geneticamente modificados.

São Paulo (SP), Brasil — Empresa de guloseimas, biscoitos e chocolates se junta a quem oferece produtos livres de organismos geneticamente modificados a seus consumidores.


O grupo Arcor, um dos líderes do mercado brasileiro de guloseimas, biscoitos, chocolates e alimentos, saiu esta semana da lista vermelha do Guia do Consumidor do Greenpeace, que relaciona empresas e marcas que podem fazer uso de matéria-prima transgênica em seus produtos. Ao todo, 12 marcas do grupo passaram da lista vermelha para a verde, juntando-se a outras 200 marcas livres de transgênicos que são vendidas no Brasil. Com a Arcor, agora são 110 empresas na lista verde do Guia do Consumidor.

A documentação necessária para comprovar que seus produtos não são fabricados com matéria-prima geneticamente modificada foi apresentada pelo grupo Arcor na semana passada.

“Parabenizamos a empresa por não usar transgênicos em seus produtos e também pela acertada decisão de deixar isso transparente”, afirmou Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace Brasil. “A decisão da Arcor mostra sua preocupação com o meio ambiente e também com o desejo de consumidor brasileiro.”

O Guia do Consumidor foi instituído pelo Greenpeace em 2002 e desde então tem ajudado os consumidores brasileiros a se informarem sobre a real composição dos produtos vendidos no país. A lista ganha especial importância por conta do desrespeito das empresas à Lei de Rotulagem, que vigora no Brasil desde 2004. Desde então, apenas duas empresas – Cargill e Bunge – rotularam alguns produtos, e mesmo assim sob pressão de uma decisão judicial.

O Ministério Público de São Paulo, baseado em denúncia feita pelo Greenpeace em 2005, entrou no ano passado com ação civil pública na Justiça Federal exigindo que as duas empresas rotulassem os óleos de soja Liza e Soya, ambos produzidos com soja transgênica.

De acordo com a Lei de Rotulagem, todos os produtos fabricados com mais de 1% de matéria-prima geneticamente modificadas devem trazer essa informação no rótulo, por meio de um símbolo (um triângulo amarelo com um T no meio).

“As empresas têm desrespeitado o direito dos brasileiros de serem informados sobre o que estão comprando, tirando assim o seu direito de escolha. Isso está garantido pelo Código de Defesa do Consumidor e precisa ser respeitado”, afirma Vuolo.


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Milho transgênico é liberado, apesar de possíveis riscos à saúde e ao meio ambiente

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Desenvolvimento Sustentável = Harmonia Homem/Natureza

O Canal Futura está apresentando uma série sobre experiências de Organizações do Comércio Justo e Sustentável no Brasil. Hoje (28/01/08) foram apresentados, mais uma vez, exemplos de organizações que participam do Comércio Justo ou que têm princípios comuns.

O Comércio Justo tem atuado de forma bem significativa em vários países da Europa, América Latina, África e Ásia, há mais de 25 anos. Com ideais ligados as questões de respeito e defesa do meio ambiente, igualdade de gênero, segurança no trabalho, preço justo, qualidade de vida, participação coletiva e democrática, transparência comercial, dentre outras.

Essa é a 2ª vez que a série sobre o Comércio Justo e Solidário no Brasil está sendo apresentada numa rede de TV nacional. Já foram apresentadas experiências da Coagrossol, cooperativa de produção de sucos de São Paulo, da APAEB associação de produtores e tecelões de Valente, interior da Bahia e da Mãos de Minas, projeto de apoio aos artesãos e produtores informais de Minas Gerais.

As reportagens estão sendo apresentadas durante todas segundas-feiras a partir das 6h30min. Sendo reprisados às 11h30min do mesmo dia e às quartas-feiras às 12h30min.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Água mineral: Um sucesso que ameaça o meio ambiente

A mais promissora área da indústria de bebidas representa uma ameaça para o meio ambiente e para as mais de um bilhão de pessoas que não têm acesso adequado à água.

De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (09), pelo WorldWatch Institute (WWI), a indústria de água mineral é a que mais cresce no mundo, colocando em risco as nascentes e as reservas aquáticas subterrâneas. Além disso o processamento e o transporte da água mineral exigem volumes significativos de energia. Para finalizar, milhões de toneladas de polietileno tereftalato (PET) são utilizadas para fabricar as garrafas que embalam o líquido, sendo que a grande maioria delas não é encaminhada para reciclagem.

Pelos cálculos do WWI, anualmente, cerca de dois milhões de toneladas de garrafa PET vão parar nos aterros sanitários dos Estados Unidos, aumentando o volume do lixo, impermeabilizando o solo e dificultando a decomposição de outros resíduos. A International Bottled Water Association (Associação Internacional de Água Engarrafada) informou que, em 2005, o Brasil se tornou o quarto maior consumidor mundial de água mineral, tendo superado Itália, Alemanha e França.

Entre 2000 e 2005, a demanda brasileira por água engarrafada cresceu praticamente 80% e o consumo per capita aumentou 68% nesse mesmo período. Nossa situação só não é tão grave como a de outros países porque em termos de reciclagem estamos um pouco melhor do que a média. Nos Estados Unidos, o grau de reciclagem das garrafas PET está decaindo. Chegou a 23,1% em 2005, depois de ter atingido um percentual de 39,7% em 1997. No Brasil, ao contrário, quase a metade das garrafas PET são encaminhadas para a reciclagem. Em 2005, 47% delas foram reprocessadas, segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre). Por outro lado, sabemos que no Brasil, as garrafas que não seguem para reciclagem quase nunca vão para aterros sanitários. Acabam em lixões, terrenos baldios, praias e rios, como é fácil constatar.

O consumidor consciente pode ajudar a resolver o problema simplesmente instalando um filtro em sua casa e deixando de lado a água mineral. Assim, ele vai reduzir a pressão exploratória sobre as nascentes de água, economizar a energia que é gasta no processamento e no transporte da água engarrafada, e diminuir a demanda por garrafas PET. A sociedade, o meio ambiente e o seu bolso agradecem, já que a água mineral custa entre 20 e 10 mil vezes mais do que a água corrente da torneira. (Envolverde/ Instituto Akatu)

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Dicas para boas trocas

Procure levar as coisas que vc pretende trocar, sempre limpas e com bom estado de conservação. Uma coisa é antiguidade, outra é velharia.
Quanto mais diversidade de coisas, mais pessoas vc atinge: há que goste de livros, quem goste de arte, quem goste de miniaturas, postais, roupas, brinquedos, quem gosta de coisas ligadas a música, outros cinema, teatro, culinária, religião, etc!!!
Passe a ter um olhar mais apurado no teu dia a dia. Nem tudo que vc considera lixo é lixo, e tudo que não é parte da natureza na realidade se torna lixo. E não tem essa de: " Vou jogar fora"... O planeta é um só, e o lixo que vc tira da tua casa, continua no meio ambiente.
É importante que a pessoa que vai pela primeira vez, fique feliz com a troca... Só assim ela voltará.
Ao notar que uma pessoa chega mal intencionada, trazendo objetos escusos, fruto de obtenção ilegal, evite a troca e se possivel comunique aos organizadores do evento.
Produtos Piratas, Drogas e Armas são coisas que não devem estar no nosso meio, porque nosso objetivo é movido também por questões ideologicas. E se o crime é aceito, perde o propósito.
Dinheiro é algo que não deve circular, a menos que sejam moedas e cédulas antigas.
Evitar ao máximo a troca sem ver o produto. Ela acontece quando a pessoa olha seu produto e diz: vou levar e domingo eu te trago algo. Esse tipo de prática é ruim para o evento e até inseguro para quem faz. Pq vc não vai ter garantias com o que virá e se virá.
Diminua o consumo e valorize mais as relações de troca, criando outras feiras na sua rua, bairro e cidade!!!
Mantenha o nosso espaço limpo, pois no próximo domingo, é lá aonde estaremos.Compareça, participe e deixe de acomodação. Pq o que o SISTEMA quer é isso mesmo, que vc não tenha direito de escolha, compre e consuma tudo que eles querem.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Condomínio Auto-Sustentável

Novidade inteligente e consciente: a página www.ecosustentavel.org.br está cadastrando pessoas que querem morar em um Condomínio Auto-Sustentá vel (CAS). Está vendendo também o livro "A Reinvenção Inteligente da Sobrevivência" , que mostra de forma clara algumas soluções para nossos problemas ambientais, sociais, econômicos e fundiários.

Um CAS, é uma espécie de mistura de Kibutzim, ecovila, fazenda ecológica e condomínio, utilizando-se da Agroecologia e administrado como uma empresa eficiente e eficaz.

Um CAS é uma "empresa ecológica" em forma de condomínio. É uma "fábrica de fartura". Em um CAS, cada módulo de sustentabilidade, como pomar, horta, geração de energia alternativa, etc, é tratado como um departamento de uma empresa, como em uma fábrica: tem plano de produção, alocação de custo, mão-de-obra, etc.

Nos CAS, os residentes exercem trabalhos voluntários para o CAS em troca dos itens de sobrevivência produzidos nos módulos de sustentabilidade dentro do próprio CAS. O valor mensal de condomínio é pago com trabalho voluntário ou com dinheiro, dependendo da vontade do residente.

O CAS viabiliza a sobrevivência com a maior qualidade de vida possível, a um custo que chega a ser 10 X mais baixo, podendo esta sobrevivência ser paga com trabalho voluntário dos residentes no CAS.

Os CAS criam qualidade de vida a qualquer classe social, recuperam a população mais pobre, social e economicamente e, ao mesmo tempo, recuperam TODO E QUALQUER AMBIENTE DEGRADADO.

Consideramos o CAS a instituição mais avançada do mundo atualmente. A única que consegue recuperar simultaneamente o meio ambiente e a população, social e economicamente.

Através dos CAS todos os problemas sociais, econômicos, ambientais e fundiários são resolvidos de forma definitiva a um custo baixo e nossa sociedade poderá ser redirecionada em equilíbrio para o futuro.

Mais informações acessem: http://www.ecosustentavel.org.br/

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Função Histórica do Rio São Francisco

É engraçado como o universo sempre está conspirando a nosso favor... Lendo Os Sertões de Euclides da Cunha ontem, me deparo com este texto... acredito que nada é mero acaso! Existe um sentido pra tudo... Aproveitem a boa e valiosa leitura!

Função Histórica do Rio São Francisco.
Formara-se obscuramente. Determinaram-no, em começo, as entradas a procura das minas de Moreia que, embora anônimas e sem brilho, parecem ter-se prolongado até o governo de Lancastro, levando até as serranias de Macaúbas, além do Paramirim, sucessivas turmas de povoadores . Vedado nos caminhos diretos e normais à costa, mais curtos porém interrompidos pelos paredões das serras ou trancados pelas matas, o acesso fazia-se pelo São Francisco. Abrindo aos exploradores duas entradas únicas, à nascente e à foz, levando os homens do Sul ao encontro dos homens do Norte, o grande rio erigia-se desde o princípio com a feição de um unificador étnico, longo traço de união entre as duas sociedades que se não conheciam. Porque provindos dos mais diversos pontos e origens, ou fossem os paulistas de Domingos Sertão, ou os baianos de Garcia d'Ávila, ou os pernambucanos de Francisco Caldas, com os seus pequenos exércitos de tabajaras aliados, ou mesmo os portugueses de Manuel Nunes Viana, que dali partiu da sua fazenda do Escuro, em Carinhanha, para comandar os emboabas no rio das Mortes, os forasteiros, ao atingirem o âmago daquele sertão, raro voltavam.


A terra, do mesmo passo exuberante e acessível, compensava-lhes a miragem desfeita das minas cobiçadas. A sua estrutura geológica original criando conformações topográficas em que as serranias, últimos esporões e contrafortes da cordilheira marítima, têm a atenuante dos tabuleiros vastos; a sua flora complexa e variável, em que se entrelaçam florestas sem a vastidão e o trançado impenetrável das do litoral, com o "mimoso" das planuras e o "agreste" das chapadas, desafogadas, todas, salteadamente, nos vastos claros das caatingas; a sua conformação hidrográfica especial de afluentes que se ajustam, quase simétricos, para o ocidente e o oriente ligando-a, de um lado à costa, de outro ao centro dos planaltos — foram laços preciosos para a fusão desses elementos esparsos, atraindo-os, entrelaçando-os. E o regímen pastoril ali se esboçou como uma sugestão dominadora dos gerais.


Nem faltava para isto, sobre a rara fecundidade do solo recamado de pastagens naturais, um elemento essencial, o sal, gratuito, nas baixadas salobras dos barreiros.


Constituiu-se, desta maneira favorecida, a extensa zona de criação de gado que já no alvorecer do século XVIII ia das raias setentrionais de Minas a Goiás, ao Piauí, aos extremos do Maranhão e Ceará pelo ocidente e norte e às serranias das lavras baianas, a leste. Povoara-se e crescera autônoma e forte, mas obscura, desadorada dos cronistas do tempo, de todo esquecida não já pela metrópole longínqua senão pelos próprios governadores e vice-reis. Não produzia impostos ou rendas que interessassem o egoísmo da coroa. Refletia, entretanto, contraposta à turbulência do litoral e às aventuras das minas, "o quase único aspecto tranqüilo da nossa cultura". A parte os raros contingentes de povo adores pernambucanos e baianos, a maioria dos criadores opulentos, que ali se formaram? vinha do sul, constituída pela mesma gente entusiasta e enérgica das bandeiras.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Escambo divertido

Feira dominical no Passeio Público se firma como espaço de trocas dos mais curiosos objetos


Ciro Brigham
Não foi desta vez que a máscara do E.T. de Varginha e a revista manchete com Silvester Stallone e Cláudia Schiffer nus na capa mudaram de dono. A garrafa térmica azul e o chaveiro do ursinho Puff também voltaram para a mesma casa de onde vieram, diferentemente da velha lata vazia de biscoitos dinamarqueses, “vítima” de um escambo rápido e bem-sucedido. Diante das promessas de retorno à rede de trocas que anda a agitar as tardes de domingo no Passeio Público, no centro de Salvador, a esperança de cada objeto posto à prova é servir, por mais incrível e inusitado que pareça, ao propósito de alguém.
O Escambal, nome escolhido pelos freqüentadores da rede, se materializa numa pequena arena ao ar livre. Ali mesmo, onde uma moradora de rua hiberna com a cabeça recostada a sacos plásticos e onde estudantes de cadernos no colo e esferográficas em punho se reúnem num compêndio dominical. Da casa de um dos membros, em 2006, o evento assumiu proporções mais vigorosas e mudou de endereço. Mudou também, de freqüência: de uma vez por mês, para uma vez por semana.
“Aqui não tem moeda. A conversa é que tem valor”, inicia a professora e tradutora argentina Paola Arbiser, uma das mentoras da idéia. Chimarrão na mão, Paola defende a importância da atividade, argumentando que ninguém propõe uma troca se não souber que o outro está disposto. “Antes, as pessoas interessadas faziam trocas isoladas, porque não existia uma rede. Agora, temos tanto a possibilidade de dar vazão à troca de objetos e serviços como a chance de se encontrar, conversar e conhecer novas pessoas”, diz.
Ontem, Paola trocou um par de calças por dois CDs. Outro que “investiu” em música foi o empresário Humberto Miranda, 43 anos, que arrematou um DVD de Chico Buarque em troca de algumas cédulas de países insólitos (entre eles, Mianmar) e adesivos do Botafogo e do Boca Júniors. “Fiquei sabendo do Escambal através de um amigo, e como sou colecionador, fico sempre à procura de peças interessantes para meu futuro museu, além de fazer amizades”, coloca.
O estudante de Cinema Jorge Luiz, 23 anos, foi quem ficou com as cédulas e os adesivos de Miranda. “Venho desde o primeiro encontro. Como não tenho nada para fazer no domingo, apareço para trocar idéias e coisas”, confessa, antes de informar que permutou um DVD do Festival de Jazz de Montreaux, por um livro de sociologia da comunicação. Já o jornalista Marcos Rodrigues, 46 anos, se desfez de dois catálogos de arte em troca de uma dupla de bichinhos de pelúcia e uma peça de artesanato em forma de camelo, que ele acredita ser importada. “Sempre rola um bom negócio. E a graça está justamente em trocar poucas coisas de cada vez”, ensina.
Popularidade - Em julho passado, a feira se tornou internacional, com a realização de uma rodada de trocas na capital argentina, Buenos Aires. A turma já tem uma comunidade no site de relacionamentos Orkut (O Escambal) e e-mail para contatos (
oescambal@gmail.com). CDs, revistas, roupas, livros, batom, brinco, colares, rodos e relógios, moedas antigas, adesivos e estatuetas. Vale tudo, porque sempre vale para alguém. Assim como a boa conversa ao pé das mangueiras, nada se joga fora no maravilhoso mundo do escambo.
Eis que de uma jurássica mala Samsonite surgem a lata de biscoitos e o pôster que um rapaz de chapéu-coco, meias coloridas, bermudão rajado e camisa verde-e-amarela assegurou nas trocas da tarde. Espécie de clone do ator Wagner Moura, a figura que diz se chamar simplesmente Tuti ocupa a semana de forma sui generis: vai à psicóloga às terças-feiras, bate fotos por aí e “mexe” com arte visual contemporânea. Aos domingos, é pipoca com leite condensado e escambo no Passeio Público. Enriquecida por figuras como essa é que a feira de trocas faz planos de expansão. Nada, porém, que cobre mais do que disponibilidade e interesse como investimento.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

53 dicas práticas para você economizar energia e proteger o planeta

1. Tampe suas panelas enquanto cozinha
Parece obvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.
2. Use uma garrafa térmica com água gelada
Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo dágua
3. Aprenda a cozinhar em panela de pressão
Acredite... dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc... Muito mais rápido e economizando 70% de gás.
4. Cozinhe com fogo mínimo
Se você não faltou às aulas de física no 2º grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.
5. Antes de cozinhar, retire da geladeira todos os ingredientes de uma só vez
Evite o o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc...
6. Coma menos carne vermelha
A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criação de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável, poluente, e megafedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia: Para produzir 1kg de carne vermelha é necessário 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.
7. Não troque o seu celular
Já foi tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia qualquer zé mané tem. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando-a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize seus gadgets até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos.
8. Compre um ventilador de teto
Nem sempre faz calor suficiente pra ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa idéia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto.
9. Use somente pilhas e baterias recarregáveis
É certo que são caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.
10. Limpe ou troque os filtros o seu ar condicionado
Um ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.
11. Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes
Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.
12. Escolha eletrodomésticos de baixo consumo energético
Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).
13. Não deixe seus aparelhos em standby
Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.
14. Mude sua geladeira ou freezer de lugar
Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!
15. Descongele geladeiras e freezers antigos a cada 15 ou 20 dias
O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.
16. Use a máquina de lavar roupas/louça só quando estiverem cheias
Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.
17. Retire imediatamente as roupas da máquina de lavar quando estiverem limpas
As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia elétrica
18. Tome banho de chuveiro
E de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.
19. Use menos água quente
Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.
20. Pendure ao invés de usar a secadora
Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.
21. Nunca é demais lembrar: recicle
Recicle no trabalho e em casa. Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Existem vários na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).
22. Faça compostagem
Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.
23. Reduza o uso de embalagens
Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.
24. Compre papel reciclado
Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.
25. Utilize uma sacola para as compras
Sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.
26. Plante uma árvore
Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde.
27. Compre alimentos produzidos na sua região
Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.
28. Compre alimentos frescos ao invés de congelados
Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.
29. Compre orgânicos
Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura "tradicional"? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.
30. Ande menos de carro
Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.
31. Não deixe o bagageiro vazio em cima do carro
Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.
32. Mantenha seu carro regulado
Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.
33. Lave o carro a seco
Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping.
34. Quando for trocar de carro, escolha um modelo menos poluente
Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos.
35. Use o telefone ou a Internet
A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.
36. Voe menos, reúna-se por videoconferência
Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.
37. Economize CDs e DVDs
CDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.
38. Proteja as florestas
Por anos os ambientalistas foram vistos como "eco-chatos". Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.
39. Considere o impacto de seus investimentos
O dinheiro que você investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.
40. Informe-se sobre a política ambiental das empresas que você contrata
Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim?
41. Desligue o computador
Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.
42. Considere trocar seu monitor
O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.
43. No escritório, desligue o ar condicionado uma hora antes do final do expediente
Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.
44. Não permita que as crianças brinquem com água
Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.
45. No hotel, economize toalhas e lençoisUse o bom senso...
Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada 3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os lençois, a não ser que você mije na cama...
46. Participe de ações virtuais
A Internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore, que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!
47. Instale uma válvula na sua descarga
Instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!
48. Não peça comida para viagem
Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.
49. Regue as plantas à noite
Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas.
50. Frequente restaurantes naturais/orgânicos
Com o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente.
51. Vá de escada
Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.
52. Faça sua voz ser ouvida pelos seus representantes
Use a Internet, cartas ou telefone para falar com os seus representantes em sua cidade, estado e país. Mobilize-se e certifique-se de que os seus interesses - e de todo o planeta - sejam atendidos.
53. Divulgue essa lista!
Envie essa lista por e-mail para seus amigos, divulgue o link do post no seu blog ou orkut, reproduza-a livremente, e, quando possível, cite a fonte. O Mude o Mundo agradece, e o planeta também!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A VALE DO RIO DOCE É NOSSA

Fonte: jornal Brasil de Fato
Nesta terça-feira (dia 4), o arquiteto Oscar Niemeyer deu o seu voto no Plebiscito Popular pela anulação da venda da Cia. Vale do Rio Doce (CVRD), demonstrando o seu apoio às mais de 60 organizações que estão organizando. "Eu apoio este Plebiscito, pois quando tem gente protestando na rua é um trabalho melhor que o meu", afirma Niemeyer.
O Plebiscito está acontecendo em todo o Brasil, na Semana da Pátria, dos dias 1 a 9 de setembro e coloca na pauta de discussões as privatizações e a retirada de direitos dos trabalhadores, fruto da implementação da atual política econômica.
A CVRD foi vendida em 1997, por um valor inferior a sua própria receita anual. Seu valor foi estipulado em R$ 92 bilhões, mas vendida por R$ 3,1 bilhões. A empresa foi constituída em 1942 e, em 1997, tornou-se a maior mineradora de ferro mundial, possuindo a maior frota de navios cargueiros de grãos do mundo, duas malhas ferroviárias e mais de 54 empresas.
Há cerca de seis meses, mais de 62 organizações populares vêm discutindo o processo de privatização do patrimônio público brasileiro, cujo principal estandarte é a venda da CVRD. O plebiscito popular vai aproveitar o questionamento da legitimidade da privatização da CVRD para consultar a população sobre outros três temas: Reforma da Previdência, pagamento dos juros da dívida e o preço abusivo da energia elétrica - temas também relacionados à questão da soberania.
A campanha pela retomada da Vale acontece em conjunto com o 13º Grito dos Excluídos, que tem como lema neste ano "Isto não Vale: Queremos Participação no Destino da Nação".
Plebiscito
No Brasil, esta é a terceira experiência de um plebiscito de caráter popular. O primeiro, em 2000, abordou o pagamento da dívida externa e teve como resultado mais de 95,6% dos votos a favor de uma auditoria da dívida externa brasileira. O mais recente, em 2002, sobre a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), barrou o projeto com o auxílio da mobilização popular: 98,32% dos mais de 10 milhões votantes disseram não ao tratado.
De acordo com pesquisa feita pelo Instituto GPP e divulgada na imprensa, 50,3% dos brasileiros são favoráveis à retomada da CVRD pelo governo federal; apenas 28,2% são contrários.
Grito dos ExcluídosO 7 de Setembro de 1822 entrou para a história nacional como o Dia da Independência do Brasil. Apesar disso, os movimentos sociais defendem que o país ainda não se constituiu como uma nação livre e soberana, na qual o povo possa definir o seu destino. Por isso, para além dos desfiles oficiais e comemorações, milhares de pessoas vão sair às ruas pela 13ª vez para participar do Grito dos Excluídos.
A coordenação dos atos espera que o número de participantes supere 2006, quando mais de um milhão de excluídos e excluídas foram às ruas para mostrar a indignação da sociedade com a exclusão social.
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Assista o vídeo:
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Video Description

http://www.avaleenossa.org.br/default.asp
o Julgamento da reclamação 2259 feita pela Companhia Vale do Rio Doce

Fonte: blog do Muçungão

Os veículos de mídia do País não comentaram (sequer informaram), mas começou hoje (25/04/2007) o julgamento da Reclamação 2259, em que se alega em nome da pessoa jurídica CIA. VALE DO RIO DOCE, que o STJ deveria trancar todas as ações constitucionais (civis públicas, medidas cautelares, populares e mandados de segurança) em que se discute a legalidade do leilão da mineradora estatal, no dia 06/05/1997 e que, hoje em dia, os posseiros dizem ter sido no dia seguinte. (...)

(...) A esperança no Muçungão é que, em seus votos, os Julgadores não se impressionem com razões de conveniência e oportunidade do Poder Executivo, ou pela dependência aparente da posição da mineradora estatal (ainda) nas bolsas de valores internacionais, mas sim que se pautem apenas pelo Princípio da Legalidade. Se o fizerem e considerarem erros grosseiros, como a data do leilão que se diz em nome da Vale ter acontecido em 07/05/1997 (MENTIRA), haverá a possibilidade de se devolver ao Tesouro Nacional um dos itens mais valiosos do Patrimônio Nacional.

Mais detalhes no blog:

http://alafin.zip.net/arch2007-04-01_2007-04-30.html#2007_04-25_23_39_23-4783712-0