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terça-feira, 26 de abril de 2011

3º Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais

Minas não quer CHOQUE, quer TERRA, TRABALHO e EDUCAÇÃO!

Essa é a palavra de ordem dos Movimentos Sociais que denunciam o projeto político do governo de Minas, que privilegia o lucro das grandes empresas e reprime os/as trabalhadores/as que exigem seus direitos básicos, como moradia, melhores condições de trabalho e ensino público de qualidade.
Nesse sentido, os Movimentos Sociais de Minas Gerais, unidos pelo desejo de mudança da sociedade, convidam todo o povo mineiro a participar do 3º Encontro dos Movimentos Sociais de Minas Gerais: por um Projeto Popular para o Brasil, que acontecerá em Belo Horizonte, entre dias 30 de abril e 02 de maio de 2011.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A herança maldita

Nelson Rosas Ribeiro(*)



É difícil a situação de quem se reelege. A desculpa da “herança maldita” recebida do governo anterior não pode ser usada. Embora o atual caso presidencial não seja de reeleição, a sombra do Presidente Lula tem que defender seu criador a qualquer custo. Como agravante, temos a situação internacional, neste começo de mandato. A recuperação mundial tão esperada e desejada arrasta-se.

Continua o impasse na economia americana apesar da tentativa do Federal Reserve (Fed), Banco Central dos EUA, e do presidente Obama de provocar a retomada da produção industrial interna mesmo tendo de recorrer às medidas protecionistas ou à desvalorização do dólar.

Na União Europeia (UE), o problema da dívida pública continua sem solução. Países como Portugal, Irlanda, Itália, Grécia, Espanha e Bélgica tentam desesperadamente lançar títulos no mercado para financiar o rolamento de seus rombos orçamentários. Índia, China e Japão impedem a valorização de suas moedas neutralizando as manobras do Fed. A guerra cambial transforma-se em uma guerra comercial. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista ao “Financial Times”, definiu assim o problema e ameaçou tomar medidas drásticas para evitar a valorização do real. Pretende ainda fazer uma denúncia na Organização Mundial do Comércio (OMC) e um pedido para que a manipulação cambial seja considerada subsídio à exportação.

Nesses mares revoltos deverá navegar a presidente Dilma de posse da seguinte herança.

O processo de desindustrialização continua em curso. Em 2010, 43,4% do valor total das exportações, ou seja, quase a metade, corresponderam às vendas de cinco commodities (produtos primários): ferro, petróleo, soja, açúcar e carnes. Estes produtos, em 2004, correspondiam a 27% do total.

Só os minérios de ferro passaram de 5%, para 14%, neste período. Outro indicador do problema são os produtos industriais. A participação de produtos industriais importados no consumo doméstico passou de 12,6%, no quarto trimestre de 2005, para 21,4%, na média de setembro, outubro e novembro de 2010. Para o mesmo período, no setor têxtil, o salto foi, de 8,2%, para 21,5% e no setor de máquinas e equipamentos foi, de 22,1%, para 36,1%. De janeiro a novembro de 2010, a importação de material eletrônico e de comunicação aumentou 43% em comparação com o mesmo período de 2009, e a produção local cresceu 5,1%. O aumento do consumo das famílias tem sido atendido pela importação de produtos. Deste modo, a política de distribuição e crescimento de renda exporta seus efeitos aceleradores para o exterior. Entre dezembro de 2009 e novembro de 2010, as vendas no comércio cresceram 14,5%, o volume dos bens importados cresceu 28,2% e a indústria nacional apenas 4,1%.

Esta herança maldita, que já vem do governo FHC, foi agravada no governo Lula e é decorrente da política econômica implementada pelo primeiro e continuada pelo segundo. Tal política, a pretexto de conter a inflação, tem recorrido unicamente à elevação das taxas de juros, o que colocou o Brasil como campeão do mundo neste quesito. O anunciado “tripé macro econômico” foi assim reduzido a uma só perna, que nós temos apelidado de “saci macro econômico”. A elevação das taxas de juros tem sido o fator mais importante para provocar a enxurrada de dólares especulativos que tem invadido o país. E os atuais policymakers do governo continuam a bater na mesma tecla por não terem alternativa, já que a teoria keynesiana não tem nenhuma receita para a inflação. Ao lerem estas linhas, provavelmente, a taxa Selic já terá sido aumentada na reunião do Copom, em 0,5%, passando para 11,25%, atraindo mais dólares e agravando a dívida pública. Veremos novamente a ação desesperada do Banco Central (BC) para retirar os dólares de circulação e evitar a valorização. As outras medidas como o swap cambial reverso, o recolhimento compulsório sobre venda de dólares, etc., têm se mostrado meros paliativos para enxugar o derrame de reais. Eis outro aspecto da herança maldita que o governo Dilma, seguindo a mesma cartilha, tem que amargar.


(*) Professor do Departamento de Economia da UFPB e coordenador do Progeb-Projeto Globalização e Crise na Economia Brasileira (progeb@ccsa.ufpb.br); (www.progeb.blogspot.com).

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Panfletagem natalina contra o aumento das passagens de onibus


Cúpula Social do Mercosul celebra mudança política à esquerda e condena desigualdade

Por: Marcos Magalhães

Cúpula Social do Mercosul celebra mudança política à esquerda e condena desigualdade

Avanço de lideranças como Lula e Evo Morales foi celebrado por ter consequências como a opção por não aderir à Alca (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)

Foz do Iguaçu (PR) - A abertura da 10ª Cúpula Social do Mercosul, na noite de terça-feira (14), em Foz do Iguaçu (PR), foi marcada, ao mesmo tempo, por elogios à guinada à esquerda dos governos da região e pela denúncia dos fortes contrastes sociais que permanecem entre os países do bloco e de toda a América Latina.

Mais de 700 integrantes de movimentos sociais provenientes de diversos países da região se encontram na cidade onde se realiza o evento, para o qual foram convidados todos os integrantes do Parlamento do Mercosul e onde, a partir de quinta-feira, se realiza a Cúpula do Mercosul.

Primeira expositora do painel de abertura, a filósofa brasileira Marilena Chauí, da Universidade de São Paulo, disse que era importante estar ali, no auditório lotado de militantes sociais do Cine Barrageiro, local de eventos do complexo da Hidrelétrica de Itaipu, porque o tema era a democracia no continente.

"A ditadura foi continental e levou prisão, tortura e morte para toda a região. Agora, o continente se reúne para debater o oposto disso: inclusão, liberdade e cidadania", comparou Chauí. A seguir, ela fez uma ampla defesa dos movimentos sociais como "portadores da democracia", por promoverem a constante luta por direitos da sociedade.

Por contar ainda com a "pior distribuição de riqueza do mundo", alertou em seguida o professor emérito Aldo Ferrer, da Universidade de Buenos Aires, a América Latina tem o duplo desafio de promover a inclusão social e a integração regional. Ele recordou que os países da região têm em comum um "espaço extraordinário", rico em recursos naturais, mas ainda necessitam fortalecer a sua presença no cenário global e realizar reformas que permitam o "incorporar a fronteira do conhecimento". "Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar a maneira como estamos no mundo", sugeriu.

A primeira década do século XXI, observou o historiador uruguaio Gerardo Caetano, da Universidade da República, estabelece um "rearranjo do poder internacional", com o declínio da União Europeia, principal investidora na região, e a ascensão da China. Assim como Ferrer, lembrou a existência nos países sul-americanos de grandes reservas de água doce e de minerais estratégicos. Ele considerou "uma honra para o Mercosul" a rejeição da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), proposta pelos Estados Unidos, mas alertou para novos riscos.

"Estamos nos umbrais de um novo colonialismo. A China não compra de nós nenhum produto manufaturado. E não há país que se tenha desenvolvido vendendo apenas commodities", ressaltou Caetano.

O sociólogo brasileiro Emir Sader, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, elogiou a rejeição da Alca e a "mudança radical" ocorrida na América do Sul, a seu ver, depois da chegada ao poder na Venezuela do presidente Hugo Chávez. "Estamos concluindo uma década extraordinária", celebrou, após enumerar as eleições de líderes como Luiz Inácio Lula da Silva e o boliviano Evo Morales.

Em sua opinião, os países da região conseguiram sair mais cedo da crise mundial porque diversificaram seu comércio internacional, ao contrário do México, ainda atrelado aos Estados Unidos. "Nossas prioridades comuns são a integração regional, sem o tratado de livre comércio com os Estados Unidos, e a prioridade às políticas sociais, e não ao ajuste fiscal", recomendou Sader.

Fonte: Agência Senado

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/internacional/2010/12/cupula-social-do-mercosul-celebra-mudanca-politica-a-esquerda-e-condena-desigualdade

sábado, 4 de dezembro de 2010

VAMOS MANTER VIVA A ESCOLA NACIONAL FLORESTAN FERNANDES


PARTICIPE DA LUTA EM DEFESA DA ENFF

Em dezembro de 2009, um grupo de intelectuais, professores, militantes e colaboradores resolveu criar a “Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes”, com os seguintes objetivos:

  • divulgar as atividades da escola, por todos os meios possíveis;
  • iniciar uma campanha nacional pela adesão de novos sócios;
  • promover atividades e campanhas de solidariedade para angariar recursos, incluindo doações de livros, revistas, publicações e material audiovisual para a Biblioteca da ENFF;
  • apoiar e incentivar o desenvolvimento de projetos de educação e escolarização de crianças, jovens e adultos do campo, da cidade, das comunidades indígenas e quilombolas, bem como projetos contra as discriminações de raça, cor, gênero, sexo e religião;
  • desenvolver parcerias específicas com instituições e entidades que atuem na área da formação e educação;
  • viabilizar projetos que estimulem estudos acerca da tradição do pensamento crítico;
  • estimular intercâmbio de atividades de formação do Brasil com a América Latina e com outros continentes.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Campanha 16 dias de Ativismo

Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher Campina Grande, 23 de novembro de 2010.

Um grupo de organizações feministas e entidades voltadas para a garantia dos direitos humanos de Campina Grande realiza a partir desta quarta-feira, 24 de novembro, uma programação alusiva à Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher. A programação envolve palestras nas escolas públicas, mobilizações em bairros da cidade e seminários.

Esta é a 19ª edição da Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, uma ação que envolve organizações de 159 países no período de 25 de novembro a 10 de dezembro, dia em que se comemora o aniversário da promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
No Brasil a Campanha se inicia no dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra. Entre as entidades que organizam a programação estão: Centro de Ação Cultural, Cunhã Coletivo Feminista; Grupo Flor e Flor Estudos de Gênero/UEPB; Associação das Trabalhadoras Domésticas; Coletivo de Mulheres, Educação, Intervenção e Ação Social; Grupo de Apoio à Vida; Menina Feliz; Pró-Adolescente Mulher Espaço e Vida, Rede de Articulação de Mulheres Paraibanas e Centro de Referência de Assistência Social da Catingueira. A mobilização conta ainda com o apoio da Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Violência contra a mulher
Segundo dados do Centro da Mulher 08 de março, no ano de 2009 houve 46 homicídios de mulheres e 21 tentativas de homicídios; no ano de 2010 estes dados praticamente dobraram, pois foram registrados, entre janeiro a outubro, 51 homicídios e 21 tentativas de homicídioA Lei Maria da Penha, que dispõe sobre o enfrentamento a violência doméstica e familiar contra as mulheres, não está sendo concretizada na Paraíba, principalmente, se levarmos em conta os seguintes aspectos: a Paraíba é um dos quatro estados da Federação que ainda não implantou os Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar; as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, em número de 08 em todo Estado, funcionam com infra-estrutura inadequada, com falta de recursos humanos e ausência de capacitação da equipe para atuar considerando as questões de gênero e étnico/racial; a não implementação de Casas-A brigo’ para as mulheres e seus dependentes menores em situação de violência doméstica e familiar, existindo somente uma no município de Campina Grande com precárias condições de funcionamento.

PROGRAMAÇÃO:
“Chá Positivo” na sede do Grupo de Apoio a Vida (GAV).
Discussão da temática “Mulheres Positivas em Debate: violência contra as mulheres”
Data: 24/11/2010 (quarta-feira)
Hora: 14h

Mobilização comunitária no bairro da Catingueira (Praça da Igreja Católica)
Distribuição de folders, adesivos de carros, exposições de faixas, pronunciamento das representantes das entidades e da comunidade em geral, apresentação do grupo Dança e Charme.
Data: 26/11/10 (sexta-feira)
Hora: 8h30 as 11h30

Seminário Estado Laico e os Direitos das Mulheres”.
Realização: Católicas pelo Direito de Decidir.
Lançamento e distribuição de livros
Local: Auditório da Faculdade de Serviço Social, Rua AntÃ?nio Guedes, 114, Centro
Data: 03/12/10 (sexta-feira)
Hora: 8h30 às 11h30

Palestras nas escolas da rede pública
Sensibilização da juventude quanto à problemática da violência contra as mulheres

Escola Murilo Braga (Bairro Liberdade)
Data: 01/12/10 (quarta-feira) Hora:19h

Escola Estadual Nenzinha Cunha Lima (Bairro Mirante)
Data: 06/12/2010 (segunda-feira) Hora: 14h30

Escola Normal (Av. Brasília)
Data 09/12/10 (quinta-feira) Hora:15h

Escola Estadual Premem
Data 07/12/10 (terça-feira) Hora: 14h30