domingo, 7 de agosto de 2011
Navalha na minha, na tua e na nossa carne
vi ou revi, não lembro bem, esses dias a peça "navalha na carne" do maldito plínio marcos, dramaturgo que tão bem soube expor a miséria humana.
dentro do teatro, espaço experiemental, tudo se confundia: platéia, cenário e atores. linguagem e cena andam coladas e refletem o espectro violento do submundo do capital. há uma densidade e peso no ar, no palco, nos personagens. há uma apreensão-tensão na platéia. não há pó compacto que esconda o real, ele se impõe, interpõe, de forma nua e crua.
sábado, 16 de abril de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
O CARANGUEJO DE CHICO SCIENCE ANDAVA PRA FRENTE
Em Pernambuco estamos andando pra trás, com o Programa Cultura Viva, tivemos um sopro de esperança, estamos novamente dependentes do jogo de interesses da política que torna as pessoas coisas, vemos nossos artistas se desvalorizando, nossos companheiros com medo de retaliação, sem entender que se andar pra trás agora toda nossa riquza cultural será objeto de memória e de estudos de pesquisadores, e vão dizer que pena como tinhamos riqueza e jogamos fora, no momento de enorme crescimento econômico do nosso estado, transformamos o mote Pernambuco Nação Cultural em uma farsa, nos entregamos a gana dos predadores.
Temos o Melhor e mais democrático carnaval do Planeta, a verdadeira Música Pernambucana é há muito referência mundial de diversidade e qualidade, pesquisadores do mundo inteiro consideram Pernambuco como locomotiva de inovação e criatividade, nossos artistas vivem pelo mundo afora como convidados mostrando a qualidade da nossa produção musical, em todos os lugares que viajamos vários entusiastas nos procuram para elogiar o vigor da nossa Cultura, e vinham elogiando o perfil do governo do Estado, e aí no início do novo mandato, passam a borracha no edital da Fundarpe, nomeam um presidente da Empetur que não sabe pra onde vai a Cultura, sem noção, que não identifica o que é Cultura Popular e Cultura de Massa, ou identifica e tem outros interesses e damos um enorme passo para trás, Carnaval de Pernambuco com brega, Axé e Pagode tenha paciência, isto a Brahma paga, dinheiro público pra pagar bagaceira, já tinhamos superado isto, e os empresários predadores já invadiram as Virgens de Olinda com suas porno-bandas e pagam uma nota, temos que denunciar todos os dias no mundo inteiro.
CADÊ OS PONTOS DE CULTURA NO CARNAVAL DE PERNAMBUCO
Lula Gonzaga
domingo, 5 de dezembro de 2010
Vamos esperar pra ver no que vai dar
Rosângela Palhano Ramalho(*)
Há algumas semanas, o noticiário econômico vem dando indicações de um “arrefecimento” da atividade interna. Embora a projeção de crescimento para este ano gire em torno de 7%, a desaceleração começou a ser percebida no terceiro trimestre. A Serasa apurou um crescimento nulo do PIB neste período e o setor industrial avançou apenas 0,6 pontos em outubro segundo a CNI.
Na atividade industrial brasileira, um setor que merece atenção especial é o de bens de capital. A previsão é de que este comece a demitir a partir do primeiro semestre de 2011. Segundo Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), a indústria que já havia demitido 20 mil trabalhadores na crise iniciada em 2008, voltou a contratar, mas a queda de 15% na receita, em virtude da concorrência estrangeira, trouxe um sinal de alerta para o setor.
Segundo a Abimaq, as aquisições de máquinas de outros países cresceram 31,8% de janeiro a outubro deste ano, enquanto que as vendas subiram apenas 18,8%.
No terceiro trimestre, em comparação com o anterior, a produção de bens de capital caiu 2,2%, o consumo cresceu 3,8% e as importações se elevaram em 36,1%. Dados do BNDES constatam que as máquinas importadas ocupam atualmente 44% do mercado. A perspectiva é que este cenário persista. A Votorantim Cimentos, por exemplo, comprou R$ 225 milhões em máquinas na Dinamarca e na Alemanha, as quais serão instaladas nas suas oito novas fábricas de cimento. Já a Klabin comprará, ainda este ano, R$ 142 milhões em máquinas para a produção de caixas de papelão ondulado, valor que representa um terço dos investimentos da empresa.
O Fato é que, embora o parque fabril brasileiro esteja se modernizando, esta modernização acontece à custa das perdas de uma indústria importantíssima para a dinâmica de crescimento interno. As perspectivas não são as melhores para o setor responsável pelo progresso técnico. O aumento da importação em detrimento da produção interna neste setor é indiscutível e não é um fenômeno novo.
Desde o início da década de 90, ou seja, após a abertura comercial, tem-se percebido uma elevação significativa dos déficits na balança comercial do setor de bens de capital. Para se ter uma ideia, em 1990, o saldo negativo foi de US$ 772 milhões, em 2001, este déficit já representava US$ 2,8 bilhões, devendo fechar, neste ano de 2010, em US$ 15,6 bilhões, conforme a Abimaq. Segundo o presidente desta entidade, que declarou já ter enviado três cartas para o ministro da Fazenda pedindo uma elevação das tarifas de importação e medidas de defesa comercial, as empresas nacionais estão desistindo de algumas atividades para se transformar em importadoras.
O que falta ao país é uma definição de política industrial que deveria passar pela desoneração tributária do setor de bens de capital, pois além de concorrermos com bens de alta intensidade tecnológica, vindos principalmente da China, Estados Unidos, Japão e Alemanha, a produção destes é protegida e estimulada pelo governo.
Mas não é só isso. A política econômica assentada no “saci macroeconômico” (regime de metas de inflação), personagem que nos foi apresentado em análises anteriores, contribui significativamente para o agravamento do problema. O pretexto de combater a inflação nos dá de presente a maior taxa de juros do mundo e, em consequência, uma participação maior dos estrangeiros no estoque da dívida pública do país.
Dados de outubro mostram que R$ 155,3 bilhões em títulos da dívida pública estão nas mãos de não residentes, o que representa uma parcela de 10,29% do estoque total. A valorização do câmbio provocada pela enxurrada de moeda estrangeira no país tem facilitado as compras externas de bens de capital.
Por esta razão, as perspectivas para o setor não são boas e a indústria continuará perdendo o seu papel de motor impulsionador da recuperação da economia interna, tornando esta fase do ciclo cada vez mais vinculada ao desempenho econômico mundial.
Infelizmente, com a “velha/nova equipe econômica” da nova gestão, nos chega também a velha notícia de que há um viés de alta para a taxa de juros básica, a Selic. Este será possivelmente o presente de Natal das despedidas do Henrique Meirelles, atual presidente do Banco Central. Por enquanto, para a indústria de bens de capital só resta preparar-se para o pior, e esperar pra ver no que no dar.
(*) Professora do Departamento de Economia da UFPB e pesquisadora do Progeb – Projeto Globalização e crise na economia brasileira. (www.progeb.blogspot.com).
Ordem e progresso no Complexo do Alemão
domingo, 12 de setembro de 2010
A Quoi ÇA Sert L'amour


Edith Piaf
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Mobilização Nacional pela Reforma Agrária
Todos os brasileiros temos direitos e deveres iguais.
Infelizmente, a sociedade brasileira é uma das mais injustas do mundo. Um por cento dos mais ricos controlam 41% de todas riquezas e 46% de todas as terras.
Milhões de hectares seguem improdutivos, guardados para especulação e acumulação.
Nos últimos anos, milhões de hectares foram apropriados por empresas estrangeiras, enquanto 4,5 milhões de famílias de trabalhadores rurais não tem terra.
O Brasil precisa de uma verdadeira reforma agrária, que democratize a propriedade. O censo de 2006 revelou que a concentração da propriedade agora é maior do que em 1920!
O MST é herdeiro das lutas históricas de nosso povo, em especial do movimento camponês - tantas vezes reprimido, massacrado.
Defendemos uma Reforma Agraria Popular, que significa democratizar a propriedade da terra, priorizar a produção de alimentos, produzir sem agrotóxicos (com técnicas da agroecologia).
É fundamental também democratizar a educação no campo, em todos os níveis, desenvolver agroindústrias na forma de cooperativas. Dessa forma, a juventude terá oportunidades para viver, estudar e trabalhar no campo.
Participe você também! Neste mês de agosto, vista o boné do MST e defenda a Reforma Agrária.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Como os EUA financiaram mais de 150 jornalistas contra Chávez
Documentos recentemente desclassificados do Departamento de Estado dos Estados Unidos através da Lei de Acesso à Informação (FOIA, por suas siglas em inglês) evidenciam mais de US$ 4 milhões em financiamento a meios e jornalistas venezuelanos durante os últimos anos.
O financiamento tem sido canalizado diretamente do Departamento de Estado através de três entidades públicas estadunidenses: a Fundação Panamericana para o Desenvolvimento (PADF, por suas siglas em inglês), Freedom House e pela Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid).
Em uma tosca tentativa de esconder suas ações, o Departamento de Estado censurou a maioria dos nomes das organizações e dos jornalistas recebendo esses fundos multimilionários. No entanto, um documento datado de julho de 2008 deixou sem censura os nomes das principais organizações venezuelanas recebendo os fundos: Espaço Público e Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS).
Espaço Público e IPYS são as entidades que figuram como as encarregadas de coordenar a distribuição dos fundos e os projetos do Departamento de Estado com os meios de comunicação privados e jornalistas venezuelanos.
Os documentos evidenciam que a PADF, o FUPAD, em espanhol, implementou programas na Venezuela dedicados à "promoção da liberdade dos meios e das instituições democráticas", além de cursos de formação para jornalistas e o desenvolvimento de novos meios na Internet devido ao que considera as "constantes ameaças contra a liberdade de expressão" e "o clima de intimidação e censura contra os jornalistas e meios".
Financiamento a páginas web anti-Chávez
Um dos programas da Fupad, pelo qual recebeu US$ 699.996 do Departamento de Estado, em 2007, foi dedicado ao "desenvolvimento dos meios independentes na Venezuela" e para o jornalismo "via tecnologias inovadoras". Os documentos evidenciam que mais de 150 jornalistas foram capacitados e treinados pelas agências estadunidenses e 25 páginas web foram financiadas na Venezuela com dinheiro estrangeiro. Espaço Público e IPYS foram os principais executores desse projeto em âmbito nacional, que também incluiu a outorga de "prêmios" de 25 mil dólares a vários jornalistas.
Durante os últimos dois anos, aconteceu uma verdadeira proliferação de páginas web, blogs e membros do Twitter e do Facebook na Venezuela que utilizam esses meios para promover mensagens contra o governo venezuelano e o presidente Chávez e que tentam distorcer e manipular a realidade sobre o que acontece no país.
Outros programas manejados pelo Departamento de Estado selecionaram jovens venezuelanos para receber treinamento e capacitação no uso dessas tecnologias e para criar o que chamam uma "rede de ciberdissidentes" na Venezuela.
Por exemplo, em abril deste ano, o Instituto George W. Bush, juntamente com a organização estadunidense Freedom House, convocou um encontro de "ativistas pela liberdade e pelos direitos humanos" e "especialistas em Internet" para analisar o "movimento global de ciberdissidentes". Ao encontro, que foi realizado em Dallas, Texas, foi convidado Rodrigo Diamanti, da organização Futuro Presente da Venezuela.
No ano passado, durante os dias 15 e 16 de outubro, a Cidade do México foi a sede da 2ª Cúpula da Aliança de Movimentos Juvenis ("AYM", por suas siglas em inglês). Patrocinado pelo Departamento de Estado, o evento contou com a participação da Secretária De Estado Hillary Clinton e vários "delegados" convidados pela diplomacia estadunidense, incluindo aos venezuelanos Yon Goicochea (da organização venezuelana Primero Justicia); o dirigente da organização Venezuela de Primera, Rafael Delgado; e a ex-dirigente estudantil Geraldine Álvarez, agora membro da Fundação Futuro Presente, organização criada por Yon Goicochea com financiamento do Instituto Cato, dos EUA.
Junto a representantes das agências de Washington, como Freedom House, o Instituto Republicano Internacional, o Banco Mundial e o Departamento de Estado, os jovens convidados receberam cursos de "capacitação e formação" dos funcionários estadunidenses e dos criadores de tecnologias como Twitter, Facebook, MySpace, Flicker e Youtube.
Financiamento a universidades
Os documentos desclassificados também revelam um financiamento de US$ 716.346 via organização estadunidense Freedom House, em 2008, para um projeto de 18 meses dedicado a "fortalecer os meios independentes na Venezuela". Esse financiamento através da Freedom House também resultou na criação de "um centro de recursos para jornalistas" em uma universidade venezuelana não especificada no relatório. Segundo o documento oficial, "O centro desenvolverá uma rádio comunitária, uma página web e cursos de formação", todos financiados pelas agências de Washington.
Outros US$ 706.998 canalizados pela Fupad foram destinados para "promover a liberdade de expressão na Venezuela", através de um projeto de dois anos orientado ao jornalismo investigativo e "às novas tecnologias", como Twitter, Internet, Facebook e Youtube, entre outras. "Especificamente, a Fupad e seu sócio local capacitarão e apoiarão [a jornalistas, meios e ONGs] no uso das novas tecnologias midiáticas em várias regiões da Venezuela".
"A Fupad conduzirá cursos de formação sobre os conceitos do jornalismo investigativo e os métodos para fortalecer a qualidade da informação independente disponível na Venezuela. Esses cursos serão desenvolvidos e incorporados no currículo universitário".
Outro documento evidencia que três universidades venezuelanas, a Universidade Central da Venezuela, a Universidade Metropolitana e a Universidade Santa Maria, incorporaram cursos sobre jornalismo de pós-graduação e em nível universitário em seus planos de estudos, financiados pela Fupad e pelo Departamento de Estado. Essas três universidades têm sido os focos principais dos movimentos estudantis antichavistas durante os últimos três anos.
Sendo o principal canal dos fundos do Departamento de Estado aos meios privados e jornais na Venezuela, a Fupad também recebeu US$ 545.804 para um programa intitulado "Venezuela: As vozes do futuro". Esse projeto, que durou um ano, foi dedicado a "desenvolver uma nova geração de jornalistas independentes através do uso das novas tecnologias". Também a Fupad financiou vários blogs, jornais, rádios e televisões em regiões por todo o país para assegurar a publicação dos artigos e transmissões dos "participantes" do programa.
A Usaid e a Fupad
Mais fundos foram distribuídos através do escritório da Usaid em Caracas, que maneja um orçamento anual entre US$ 5 milhões e US$ 7 milhões. Esses milhões fazem parte dos 40 a US$ 50 milhões que anualmente as agências estadunidenses, europeias e canadenses estão dando aos setores antichavistas na Venezuela.
A Fundação Panamericana para o Desenvolvimento está ativa na Venezuela desde 2005, sendo uma das principais contratistas da Usaid no país sulamericano. A Fupad é uma entidade criada pelo Departamento de Estado em 1962, e é "filiada" à organização de Estados Americanos (OEA). A Fupad implementou programas financiados pela Usaid, pelo Departamento de Estado e outros financiadores internacionais para "promover a democracia" e "fortalecer a sociedade civil" na América Latina e Caribe.
Atualmente, a Fupad maneja programas através da Usaid com fundos acima de US$ 100 milhões na Colômbia, como parte do Plano Colômbia, financiando "iniciativas" na zona indígena em El Alto; e leva dez anos trabalhando em Cuba, de forma "clandestina", para fomentar uma "sociedade civil independente" para "acelerar uma transição à democracia".
Na Venezuela, a Fupad tem trabalhado para "fortalecer os grupos locais da sociedade civil". Segundo um dos documentos desclassificados, a Fupad "tem sido um dos poucos grupos internacionais que tem podido outorgar financiamento significativo e assistência técnica a ONGs venezuelanas".
Os "sócios" venezuelanos
Espaço Público é uma associação civil venezuelana dirigida pelo jornalista venezuelano Carlos Correa. Apesar de sua página web (www.espaciopublic.org) destacar que a organização é "independente e autônoma de organizações internacionais ou de governos", os documentos do Departamento de Estado evidenciam que recebe um financiamento multimilionário do governo dos Estados Unidos. E tal como esses documentos revelam, as agências estadunidenses, como a Fupad, não somente financiam grupos como o Espaço Público, mas os consideram como seus "sócios" e desde Washington lhes enviam materiais, linhas de ação e diretrizes que são aplicadas na Venezuela, e exercem um controle sobre suas operações para assegurar que cumprem com a agenda dos Estados Unidos.
O Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS) é nada mais do que um porta-voz de Washington, criado e financiado pelo National Endowment for Democracy (NED) e por outras entidades conectadas com o Departamento de Estado. Seu diretor na Venezuela é o jornalista Ewald Sharfenberg, conhecido opositor do governo de Hugo Chávez. IPYS é membro da agrupação Intercâmbio Internacional de Livre Expressão (IFEX), financiado pelo Departamento de Estado e é parte da Rede de Repórteres Sem Fronteiras (RSF), organização francesa financiada pela NED, pelo Instituto Republicano Internacional (IRI) e pelo Comitê para a Assistência para uma Cuba Livre.
Fonte: Diário Liberdade
Testemunhos gráficos da violência policial espanhola contra a juventude galega
(Todo o material gráfico incluído nesta informaçom é trabalho próprio dos repórteres do Diário Liberdade ou recebido na nossa redacçom, de reproduçom livre, de preferência citando a fonte)
Aconteceu neste sábado, dia 24 de Julho, na capital galega, Compostela, durante umha manifestaçom pacífica convocada por Briga, organizaçom juvenil da esquerda independentista galega.
Quando as 150 pessoas que se manifestavam pola independência galega e contra a crise capitalista quigérom aceder à zona velha da cidade, por volta das 22h30 horas, produziu-se umha carga indiscriminada que acabou com duas moças no hospital e muitas mais feridas e espancadas.
Apresentamos umha pequena mostra gráfica de uns factos que se repetem com demasiada freqüência nas ruas da Galiza, onde a polícia espanhola pratica umha violência indiscriminada contra os sectores populares que se manifestam por causas justas, e que a esquerda independentista e anticapitalista sofre de maneira especialmente dura.
Fiquem estas imagens como testemunho do que dizemos, que complementa as informaçons que já demos no mesmo momento em que se produziu a carga policial, no passado sábado.
Só umha pergunta final: será que vale todo contra quem se recusa a assumir a injustiça e o actual estado de cousas na Galiza, naçom oprimida polo Estado espanhol?
Fonte:
http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=5033:testemunhos-graficos-da-violencia-policial-espanhola-contra-a-juventude-galega&catid=257:repressom-e-direitos-humanos&Itemid=131
sábado, 15 de maio de 2010
Pensando ou Teorisando Comunicação?
Repensando em mais uma discussão, com um professor de teoria da comunicação, esta semana, refleti sobre como estamos teorisando sobre nossa realidade. Como disse, SÓ teorisando. A verdade é que a maioria dos professores universitários e ficam somente nessa lógica da teorisação academicista. Fogem da prática, como o diabo foge da cruz (se acreditarmos que "diabos" existem). Teorisando, sem querer teorisar, a questão é a seguinte: ouvi do tal professor, a humanidade tem um princípio maior que impera e impede a consolidação do sistema socialista (ou mesmo do comunismo): a necessidade de "PODER". O sentimento do "poder", de um indivíduo ser superior a outro, faz com que sempre haja guerras e lutas para disputar uma determinada hegemonia.Na discussão questionei que até parecia que sempre foi assim, é como se o capitalismo sempre existisse, sempre existiu e sempre existirá. É como se todas a humanidade soubesse da realidade. Todo ser humano sabe o que é e como funciona o sistema capitalista. E ainda assim, todo pobre, trabalhador, mendigo, analfabeto, escravo, indío, estudante..., aceitasse viver nesse sistema. Ou seja, nós ELEGEMOS o sistema capitalista, foi uma escolha NOSSA, uma OPÇÃO.
Essa forma de pensamento é muito cômoda. Eu estou bem, tenho MEU carro, MINHA casa, MEU cartão de crédito, e por isso estou bem vivendo nesse sistema, TODOS também deveriam ficar! TODOS podem ter isso. Basta se dedicar, se esforçar e ter esperança.
Melhor viver nessa maravilhosa sociedade "democrática" que viver numa "ditadura socialista". Ou você acha que as pessoas que vivem em CUBA estão felizes?
http://www.youtube.com/watch?v=U2Rzrd32waI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=FFpKgYwA4fQ
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/especiais/cuba-fidel/201cos-cubanos-querem-aprimorar-o-sistema-socialista-e-nao-renega-lo201d-diz-frei-betto/?searchterm=cuba
O certo é que NÓS somos felizes com o sistema "democrático" e de desigualdade capitalista!
http://www.youtube.com/watch?v=FFpKgYwA4fQ
http://www.youtube.com/watch?v=quc4S_y5YAI
Patrícia Ribeiro
Militante
domingo, 21 de junho de 2009
Cidade do Silêncio: Consciência política para comunicar

Quando ouvimos alguém citar o filme “Cidade do Silêncio", não temos a noção da qualidade da arte, pela simplicidade de seu título. Porém com a sinopse podemos ter uma idéia do que iremos encontrar em seu conteúdo: “Graças ao Tratado de Livre Comércio empresas do mundo inteiro montaram fábricas no México, na fronteira com os Estados Unidos. Com mão-de-obra barata e isenção de impostos, estas companhias fabricam produtos a baixo custo, que são vendidos nos Estados Unidos...”. A obra de Greogry Nava é baseada em fatos reais, que retrata mais que a realidade de mulheres mexicanas da “Cidade Juarez” (norte do México, estado de Chihuahua, fronteira com o Texas, nos Estados Unidos), retrata as relações de produção do sistema capitalista, como, da mesma forma, as relações políticas dos meios de comunicação, da força policial e políticos, quando estes defendem os interesses dos empresário-capitalistas. Em meio às relações de corrupção e as falsas e coniventes condutas jornalísticas, restam à exploração, a injustiça, a violência e a desigualdade, desigualdade essa de que somos todos/as (trabalhadores/as do mundo) vítimas. A cidade, com cerca de 1.300.000 habitantes, tem a economia voltada para indústrias montadoras de equipamentos eletrônicos destinados a exportação, onde a maioria de trabalhadores são mulheres, no filme, as operárias são contratadas para trabalhar nas fábricas de monitores de TV, sob um regime de trabalho desumano, de quase escravidão. São submetidas a longas jornadas de trabalho e a baixíssima remuneração. Seriam características semelhantes a muitos outros lugares do mundo onde mulheres são mais exploradas em relação a sua força de trabalho e a particularidade do seu trabalho duplicado. No entanto, a Cidade Juarez é uma cidade sob ameaça para sua população feminina, que vem sendo cruelmente aniquilada desde 1993. Segundo dados da Anistia Internacional, organização que promove a defesa dos direitos humanos em todo o mundo, 398 mulheres de Juarez foram assassinadas de
A musicalidade cultural do “Maior São João do Mundo”
Durante os 30 dias do mês de junho, a cidade de Campina Grande – Paraíba se enfeita com decorações juninas, que a cada ano se distancia cada vez mais da criatividade e originalidade tradicionais que são referências desse período. E em se tratando das atrações culturais, a história não poderia ser diferente.Os festejos juninos, onde o dia de São João está incluído, é comemorado na “Rainha da Borborema” desde 1983. No seu início a festividade servia como afirmação e valorização da cultura popular regional, com características mais interioranas que resgatavam as músicas, comidas, bebidas, vestimentas e brincadeiras mais tradicionais. A comemoração era, além de tudo, um ritual religioso onde os devotos dos santos: São Pedro, Santo Antônio e São João, aproveitavam para agradecer as chuvas raras na região, as quais servem, até hoje, para manter a agricultura local.
As vestimentas em couro e chita representavam claramente as origens do povo paraibano, o seu modo de vestir simples e tradicional. A valorização e apreciação da culinária, era sensivelmente perceptível. E como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte das receitas doces e salgadas, o contém como ingrediente principal, como é o caso da pamonha, do cural, do milho cozido e assado na fogueira, da canjica, do cuzcuz, da pipoca, do bolo de milho, do mugunzá, etc. Todos esses pratos trocados entre as pessoas durante as comemorações da festa.
Hoje, a identificação mais notória do São João em Campina Grande se dá com as “apresentações artísticas”. Sua programação de eventos musicais, baseada no forró eletrônico; para alguns apenas “uma variação moderna do forró que utiliza elementos eletrônicos em sua execução, como o teclado, o contrabaixo e a guitarra elétrica”; para outros com o mínimo de senso crítico: simplesmente um “gênero musical acessível ao público em geral para entretenimento e disseminado pelos meios de comunicação de massa”; ou seria melhor dizer, para massa? Essas indagações, dúvidas, críticas e anseios nos fazem perceber a “cultura musical” atual completamente descaracterizada, para não dizer elitizada, se constituindo como mais um instrumento ideológico alienante.
Abaixo alguns dos artistas que compõe a programação cultural 2009 do “Maior São João do Mundo”:
Aviões do Forró
Cheiro de Menina
Forró do
Cavaleiros do Forró
Forró Bom D +
Pimenta da Terra
Forrozão Jota Gomes
Saia Rodada
Pancada Federal
Biriteiros do Forró
Garota Safada
Waldonys
Mexe Ville
Forró do Ribuliço

Mulher Chorona
Caviar Com Rapadura
Arreio de Ouro
Brasas do Forró
Brothers do Forró
Forro Picotado
Forró Na Tora
Forró Sucesso
Forró dos Cafundó
Magníficos
Forró Balancear
Forró Sem Preconceito
Forró dos Plays
Banda Calypso
Gatinha Manhosa
Forró Sacode
Fogo de Menina
Calcinha Preta
Forrozão Água de Coco
Forró Chick
Forró Maliciar
Banda Encantu’s
Banda Sacanear
Ferro Na Boneca
Banda Santropê
Os Solteirões do Forró
Bichinha Arrumada
Forrozão Fama Show
Forró Sacudido
Banda Magia
Impacto X
Flor da Pela
Collo de Menina
Saia Justa
Cavalo de Pau
Furacão do Forró
Cavalo de Pau
Dezmantelados do Forro
Forró do Muído
segunda-feira, 18 de maio de 2009
IMPRENSA PARAIBANA APÓIA VIOLÊNCIA DE POLICIAIS
O fato dá origem a uma série de ações, declarações, contradições, depoimentos, suspeitos da proprietária Maria do Rosário Rocha e da Polícia Militar; os quais foram convenientemente apoiados pela imprensa paraibana, que cumpriu fielmente o papel declaradamente de defensores dessas duas instituições (Capital e Forças Armadas) no momento que apresentaram unicamente suas versões e impossibilitaram, negando espaço para as declarações e defesa dos vitimados (os trabalhadores sem terra).
Durante a ação, sessenta famílias (entre eles crianças e idosos) fogem desesperadamente por entre espinhos e arames farpados na tentativa de se protegerem dos disparos e da violência dos policiais e jagunços contratados pela Sr.ª Rocha. Barracas, colchonetes e um carro que servia de apoio aos trabalhadores são incendiados, nesse momento sete trabalhadores (entre eles dois adolescentes menores de dezoito anos) são torturados, espancados e humilhados – os policiais jogam querosene nos corpos dos detidos, ameaçando atiçar fogo queimando-os; da mesma forma atearam fogo na casa grande em que os pequenos (filhos dos trabalhadores) se preparavam para dormir; um dos jovens detidos é jogado dentro da casa em chamas, ele consegue se salvar, porém adquire queimaduras de 2º grau resultantes em seu corpo.
Cinco trabalhadores foram liberados após seis horas de torturas, os outros dois trabalhadores foram levados a delegacia de Pocinhos e em seguida (02 dias após) encaminhados ao presídio do Monte Santo. Entre os cinco que foram liberados, alguns apresentavam queimaduras e passaram por exame de corpo de delito; os dois pais de família apresentavam hematomas, deformação no rosto, queimaduras no corpo e andavam com dificuldade.
Após o despejo ilegal e violento que a Polícia Militar, sob o comando do Tenente Jonat Midore Ysak, realizou contra as 60 famílias de trabalhadores rurais, a imprensa iniciou uma série de publicações de apoio moral, político e solidário a Senhora Rocha. Cumprindo mais uma vez com o seu papel de defensora árdua da propriedade privada, a imprensa dá aberturas para conhecidos questionamentos a respeito de sua imparcialidade e neutralidade.
A criminalização da pobreza e dos Movimentos Sociais tem sido uma prática comum e recorrente no Brasil e este é mais um episódio deste longo martírio marcado por espancamentos, torturas e assassinatos. Até quando iremos assistir a esses atos criminosos, por acreditar que estamos num estado de direito? A tão divulgada e defendida democracia nos possibilita o direito a ver, ouvir e falar o que realmente pensamos, queremos e desejamos? Que liberdade de expressão é direito muita gente sabe, mas quem de fato se utiliza desse direito, e que conseqüências adquire com sua expressão crítica, não se sabe, ninguém nunca soube, ou será que estamos vendando os nossos olhos para não ver, não ouvir e não saber?
Tais fatos evidenciam a violência (não se limitando a questão física) de nosso querido estado democrático, o qual prega liberdade, fraternidade e igualdade (só não ditas até hoje de quem). Essa história está se desenrolando no sentido, de mais uma vez, envergonhar a história desse estado, manchando de injustiça a justiça, de tortura os direitos humanos, de arbitrariedade a polícia e de sangue de trabalhadores a terra que deverá ser justamente dividida, por todos e para todos.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
O nosso Melhor - Coca Cola
A Coca-cola apresenta, já há alguns dias, em rede nacional, sua nova campanha de natal, com o tema "Presenteei o mundo com o seu melhor". Utilizando de um grande aparato tecnológico e publicitário, ela dispõe de filmes, materiais diversos para pontos de vendas, embalagens temáticas, site com jogos interativos e outras ações, como a Caravana de Natal, atividade que consiste caminhões iluminados percorrendo algumas cidades do Brasil, com apresentando espetáculos de teatro, Papai Noel, bonecos, cinema, brinquedos, pinturas e etc. Tudo pensado no sentido da divulgação dos produtos e da marca Coca-Cola. Como podemos observar o arsenal da empresa, ou melhor, da corporação (considerando seu caráter multinacional) não é qualquer coisa. A companhia, sendo uma das mais poderosas do mundo, possui condições financeiras para investir grandes valores em suas campanhas publicitárias, o que garante a continuidade de sua condição. Nesse sentido, e pegando como foco seu comercial televisivo, observamos algumas características que confirmam nossas análises no que diz respeito à definição de propaganda ideológica. O comercial, intitulado “Estrela cadente”, apresenta um Papai Noel, muito simpático, em sua encantadora casa no Pólo Norte, lançando aos céus a estrela do Natal, que começa a contagiar o mundo com sua magia, “a magia de bondade, caridade e felicidade típica do período natalino”. Após uma menina ser tocada pelo efeito da estrela, começa a ajudar o irmão que está com os braços engessados a beber sua Coca-Cola. Logo em seguida, outra menina usa um lenço vermelho para ajeitar a posição de uma pequena árvore que corria o risco de se quebrar, em seguida recebe a coca-cola de sua amiga, que seguem contentes, caminhando tranqüilamente pelas ruas de uma linda cidade à noite. Todo o filme é apresentado com uma música ao fundo que repete: “Natal, natal, natal, espalhe essa magia ao seu redor, e contagie ao mundo com o quê você tem de melhor...”. Em seguida, surge novamente o Papai Noel e a frase “Presenteei o mundo com o seu melhor”, seguida da imagem da coca-cola com a frase: “Viva o lado Coca-Cola do Natal”.
“[...] traz uma poderosa mensagem de valorização do espírito humano e ainda faz uma referência à importância do cuidado com o planeta, na cena em que a menina ajeita a posição da árvore”. No entanto, há várias questões que são apresentadas de forma clara e ao mesmo tempo, de forma subliminar. Através de codificações, são apresentadas questões de emotividade e de preocupação com a preservação da natureza, o que vem a proporcionar emotividade e sensibilidade aos receptores. Isso tudo é feito no sentido de neutralizar o sendo crítico do público, através de pressões psicológicas e da elaboração cuidadosas dos produtores da propaganda, que atendem as exigências e interesses de seus solicitantes, os sócios proprietários da Coca-Cola Company. As “boas ações”, realizadas nas cenas, são ligadas diretamente ao consumo de Coca-Cola. O que pressupõe a idéia de que quem consome o produto, seja contagiado pela magia natalina de realizar ações de caridade e consciência ambiental. Poderíamos tentar, dessa forma, fazer com que os proprietários de ações da própria Coca-Cola, experimentassem esse produto mágico, que eles mesmos vendem, para que eles pudessem investir uma parte de sua fortuna no reflorestamento de áreas ambientais devastadas, e a outra parte na socialização desta com os funcionários de suas fábricas na África e em outros países do Hemisfério Sul. Sem tanta ironia, porém, da mesma forma crítica, poderíamos analisar que esses mesmos códigos, ligados à música calma de fundo e as imagens de felicidade e tranqüilidade apresentadas durante todo o vídeo; transmitem, no sentido de ocultar as diferenças existentes na sociedade capitalista; a imagem de crianças brancas de classe média, em ambientes tranqüilos, sem violência, de fartura alimentar e harmonia familiar. Com isso, as pessoas de todas as classes sociais assistem a essas imagens, naturalizando esse modelo de sociedade que é apresentado e muitas vezes não se questionando porque em sua casa ou na casa de seu visinho as coisas não se dão nesse mesmo modelo.
As idéias de individualismo e positivismo, também são expressas subliminarmente. São apresentadas situações onde o esforço individual foi suficiente para o avanço e a superação de um determinado obstáculo. Isso leva o receptor a compreender que essas ações devem ser feitas de forma individual, e dentro de um padrão pré-estabelecido pela sociedade vigente. Nada de transgressor ou coletivo é apresentado como sendo meios para serem
utilizados dentro de uma perspectiva de transformação. Esse ponto é interessante para ser observado em diversas outras campanhas publicitárias de diversos outros produtos e idéias que partem deste mesmo pressuposto.A difusão de informações é controlada por uma determinada classe social, a classe de maior poder econômico na sociedade capitalista, ou seja, a classe burguesa. É de se esperar, com isso, que todos os meios de manipulação e controle social sejam utilizados no sentido de estabilização desse status (ou Estado). As propagandas cumprem seu papel dentro do meio de comunicação de massa. O que é preciso diante disto, é garantir a conscientização e a informação à classe oprimida, neste caso, a classe trabalhadora. A contrapropaganda ou a contra-ideologia, utilizadas de forma organizada e direcionada para este sentido, cumprem, de certa forma, esse papel. A pesar dos enormes desafios apresentados, é dever também do profissional de comunicação conhecer, reconhecer e fazer chegar à população as informações omitidas e distorcidas por estes meios. O nosso melhor está naquilo que podemos fazer de melhor, enquanto classe, e de mais concreto no processo histórico das lutas de classes sociais.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Loucuras recicladas
Não sei mais... Acho que as loucuras se perderam em suas próprias loucuras, e as loucuras de suas loucuras se perderam em outras (loucuras, das loucuras, das loucuras de minhas loucuras); caindo assim, num abismo sem fim, e provavelmente com volta.
Outra vez estou só. Nem minhas loucuras mais me fazem companhia.
Imagine só: Nem minhas loucuras me suportam! Que tipo de ser humano sou, que não consigo manter ao meu lado “minhas” próprias loucuras.
“Minhas!” Como se algum dia eu tivesse tomado posse com a compra de alguma delas. Como uma propriedade que agora só pertence a mim. Lógico que isso é loucura! Como posso querer me apropriar de minhas loucuras? Elas podem sobreviver sem mim. Elas têm auto-suficiência, não precisam que ninguém as diga o que têm que fazer, ou não!
Esse é um bom motivo pra fugir.
Nenhum ser “vivo” aceita se submeter a outro ser, vivo ou não.
Submeter seus desejos, sentimentos, atitudes, pensamentos; a outro? Ao desejo, sentimento, atitude, pensamento; de outro.
Mas... será que fiz isso?
[momento de auto-crítica]
Patrícia Ribeiro
terça-feira, 26 de agosto de 2008
As contradições do "jornalismo verdade" do Brasil
15/08/08 - 20h39 - Atualizado em 15/08/08 - 21h36
Manifestantes atacam consulado dos EUA no Rio
Manifestantes atacaram o consulado dos Estados Unidos e prédios públicos, em um protesto em defesa dos movimentos sociais no Centro do Rio. Segundo a polícia, cerca de 500 pessoas participaram da manifestação. Cartazes foram colados nos prédios do Ministério da Educação e do Tribunal de Justiça do Rio. A polícia interveio e houve um princípio de tumulto. Em seguida, jovens arremessaram tinta contra o consulado norte-americano para protestar contra a política econômica dos Estados Unidos. Ninguém foi preso.
Fonte: http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL725778-10406,00-MANIFESTANTES+ATACAM+CONSULADO+DOS+EUA+NO+RIO.html
Fazendo uma análise apenas como ouvinte passiva e sem nenhuma outra referência jornalística, poderia dizer que se trata de uma reportagem crítica, muito bem feita, sobre vandalismo de jovens desordeiros que geralmente vêem a público chamar a atenção, a qualquer custo, da mídia. Além disso, poderia observar que na reportagem também estava clara a ligação desses jovens com os “sem terras”, outro grupo de desocupados que só querem causar caos e tomar as terras dos inocentes e indefesos proprietários, agricultores e criadores de gado.
Porém, felizmente tenho a oportunidade de conhecer outros veículos de comunicação (por sinal, muito mais confiáveis que este; o qual desde sua fundação é dominado e direcionado pela elite). Meios de comunicação que proporcionam outra visão dos acontecimentos políticos e sociais, como por exemplo: a agência Brasil de Fato, Agência de notícias Chasque, Caros Amigos, entre outros.
Ao contrário do que foi divulgado nacionalmente pelo Jornal Nacional; os jovens (estudantes e não-estudantes do campo e da cidade) realizaram uma passeata pacífica, reivindicando (como o que consta em carta lida coletivamente em frente ao tribunal de justiça do Estado do Rio de Janeiro): a erradicação do analfabetismo; o acesso da classe trabalhadora à educação pública de qualidade; o fim do vestibular; a implementação de políticas de ações afirmativas e assistência estudantil; consequentemente o investimento do Estado em educação; a re-estatização da Vale, denunciando ao mesmo tempo seus crimes contra comunidades que vivem nas áreas de suas instalações; o fechamento da Base Americana de Guantánamo, instalada em Cuba; a liberação dos cinco patriotas cubanos presos ilegalmente nos Estados Unidos e a revogação da lei Segurança Nacional, criada pelo regime militar, que foi usada no Rio Grande do Sul para enquadrar trabalhadores rurais, que lutam pela reforma agrária.
Patrícia Ribeiro
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Morango e Chocolate
Um filme que na visão de alguns pode demonstrar ser um mero filme crítico, politicamente direcionado (principalmente por se tratar de um filme cubano), entretanto, para mim trata-se de um precioso material para debate, simplesmente um grande filme; que questiona as vertentes do regime Cubano, num apetitoso jogo de sedução do culto professor homossexual Diego, interpretado pelo brilhante ator Jorge Perugorría; para com o jovem comunista estudante universitário David, personagem representado por Vladimir Cruz.
Dentro de um divertidíssimo diálogo, o filme abordada, de forma bem sutil e ao mesmo tempo com muita inteligência e sensibilidade, questões de conscientização política; cultura; história; regimes políticos; militância; amor; sexualidade... questões, que resultam numa história que é (resumindo) todo o contexto de Cuba.
“A “macheza” de David em contraste com a “delicadeza” de Diego fazem um contraponto entre o regime de mão de ferro de Fidel e o romantismo revolucionário de Guevara. Realmente, se há algo permeado no discurso fílmico e nos diálogos entre os dois atores, é a máxima de Che:”Há de endurecer-se mas sem perder a ternura, jamais” . No fim, entre a ternura do morango e a densidade do chocolate, melhor é saborear os dois. Um grande filme, repleto de humor, alegria, consciência sem panfletagem e amor, muito amor." Completa Afonso Rodrigues no site: http://www.poppycorn.com.br.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Declaração de Fidel
''Não me despeço de vocês. Desejo apenas combater como um soldado das idéias'', diz Fidel Castro (presidente cubano) ao anunciar hoje (19/02/08) que não deseja, nem pretende concorrer o cargo de presidente do Conselho de Estado e Comandante em Chefe na sessão do Parlamento Cubano, prevista ser realizada próximo domingo, dia 24 de fevereiro.quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
"Soy Loco Por Sol"
Muita gente ainda não conhece ou nunca ouviu falar na banda Mundo Livre S/A. Ela surgiu no mesmo lugar em que foi redigido o manifesto Caranguejos com Cérebro, marco do Movimento Mangue, que prega a universalização/atualização da música pernambucana. Fred Zeroquatro, vocalista de Mundo Livre S/A, foi o autor do manifesto, juntamente com Renato L. e Chico Science.O clip da música "Soy Loco Por Sol" (mais uma das composições fantásticas de Zeroquatro) como a maioria das músicas da banda aborda com muita ironia, sarcasmo e inteligência, esse colapso em que vivemos atualmente e a mediocridade disseminada por esse sistema destruidor capitalista. Ele está disponível no youtub, vocês poderão comprovar e ainda tirar suas próprias conclusões assistindo ao vídeo: