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domingo, 7 de agosto de 2011

Navalha na minha, na tua e na nossa carne

(assisti essa peça com Dani e outros amigos semana passada... acho que ela soube expressar muito bem tudo o que vivenciamos...)

vi ou revi, não lembro bem, esses dias a peça "navalha na carne" do maldito plínio marcos, dramaturgo que tão bem soube expor a miséria humana.

dentro do teatro, espaço experiemental, tudo se confundia: platéia, cenário e atores. linguagem e cena andam coladas e refletem o espectro violento do submundo do capital. há uma densidade e peso no ar, no palco, nos personagens. há uma apreensão-tensão na platéia. não há pó compacto que esconda o real, ele se impõe, interpõe, de forma nua e crua.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

CARNE – Patriarcado e Capitalismo

A Kiwi Companhia de Teatro apresenta gratuitamente o espetáculo “Carne”, que pretende discutir a opressão sobre o sexo feminino e a desigualdade ente os sexos que se manifesta nos espaços público e privado.

Inspirado na autora austríaca Elfriede Jelinek, em notícias de jornais, estatísticas de violência contra a mulher, e em textos da historiadora Michelle Perrot, a peça discute as relações profundas entre patriarcado e capitalismo, mostrando, através de procedimentos épicos ou “pós-dramáticos” (segundo a expressão de Hans-Thies Lehmann), o panorama da opressão de gênero e a situação específica da violência contra as mulheres no Brasil.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Consolação

Se não tivesse o amor

Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o chorar
Melhor era tudo se acabar

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O CARANGUEJO DE CHICO SCIENCE ANDAVA PRA FRENTE


Em Pernambuco estamos andando pra trás, com o Programa Cultura Viva, tivemos um sopro de esperança, estamos novamente dependentes do jogo de interesses da política que torna as pessoas coisas, vemos nossos artistas se desvalorizando, nossos companheiros com medo de retaliação, sem entender que se andar pra trás agora toda nossa riquza cultural será objeto de memória e de estudos de pesquisadores, e vão dizer que pena como tinhamos riqueza e jogamos fora, no momento de enorme crescimento econômico do nosso estado, transformamos o mote Pernambuco Nação Cultural em uma farsa, nos entregamos a gana dos predadores.

Temos o Melhor e mais democrático carnaval do Planeta, a verdadeira Música Pernambucana é há muito referência mundial de diversidade e qualidade, pesquisadores do mundo inteiro consideram Pernambuco como locomotiva de inovação e criatividade, nossos artistas vivem pelo mundo afora como convidados mostrando a qualidade da nossa produção musical, em todos os lugares que viajamos vários entusiastas nos procuram para elogiar o vigor da nossa Cultura, e vinham elogiando o perfil do governo do Estado, e aí no início do novo mandato, passam a borracha no edital da Fundarpe, nomeam um presidente da Empetur que não sabe pra onde vai a Cultura, sem noção, que não identifica o que é Cultura Popular e Cultura de Massa, ou identifica e tem outros interesses e damos um enorme passo para trás, Carnaval de Pernambuco com brega, Axé e Pagode tenha paciência, isto a Brahma paga, dinheiro público pra pagar bagaceira, já tinhamos superado isto, e os empresários predadores já invadiram as Virgens de Olinda com suas porno-bandas e pagam uma nota, temos que denunciar todos os dias no mundo inteiro.

CADÊ OS PONTOS DE CULTURA NO CARNAVAL DE PERNAMBUCO


Lula Gonzaga
Cineatra

domingo, 5 de dezembro de 2010

TEATRO - Cinco cenas curtas e divertidas

CONVITE

TEATRO Cinco cenas curtas e divertidas.

Apresentações de conclusão da disciplina de Direção Teatral

Data: Nesta segunda, dia 6/12

Local: Auditório do Curso de Arte e Mídia

Hora: 19h

Venham assistir. Convidem os amigos

Cenas:

Vamos (extrato do texto)

Autor: Mário Vianna (dramaturgo paulista contemporâneo)


O Homem Vazio e a Mulher sem Calcinha, (extratos de textos)

Autor: Victor Freire (escritor baiano contemporâneo)


Ida ao Teatro (cena integral)

Autor: Karl Valentim (dramaturgo e ator alemão, século

XX)

Loja de Chapéus (cena integral)

Autor: Karl Valentim (dramaturgo e ator alemão, século XX)


O Cara (adaptação de texto)

Autor: Woody Allen (cineasta, ator e escritor norte-americano contemporâneo).

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Eduardo Galeano

Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sinal Fechado

– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E
você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo...
Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é...quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das
ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa,
rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal...
– Eu procuro você...
– Vai abrir, vai abrir...
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
– Por favor, não esqueça, não esqueça...
– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!


Paulinho da Viola compôs essa música, Chico cantou, Maria Betânea cantarolou, mas de quem imortalizou com sua maravilhosa interpretação foi, sem dúvida nenhuma, minha adorada Elis:

Elis Regina - Sinal Fechado e Transversal do Tempo - 1978

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

PROGRAMAÇÃO COMUNICURTAS 2010

Segunda-feira – 23/08

19h30 - Cerimônia de Abertura do Comunicurtas e Entrega do Trofaéu “Machado Bittencourt ” a João Carlos Beltrão pela contribuição da Obra ao Cinema Paraibano.

20h30 - Mostras Competitivas – Telejornalismo

· Malvinas (Diversidade) - TV Itararé - 4’ 59’’

· Educação – Dificuldades - TV Correio – 5’

· CENEP Nova Palmeira- TV Itararé – 5’

· Artesanato Lagoa Seca – TV Borborema - 2’ 30’’

Mostra Tropeiros

· Borra de Café (Aluísio Guimarães) 18’

· Familia Vidal (Diego Benevides) 18’

· Amarelo Leite (Ian Costa) 5’

· Apostrofe á Carne (Wdilson Sheldon) 4’ 30’’

· Homos (Juliana Doneda e Wanessa) 16’

Mostra Brasil

· Aos pés (Zeca Brito - RS) 18’

· Eu queria ser um Monstro (Marão – RJ) 18’

· O Divino, de Repente (Fábio Yamaji) 6’ 20’’

23h30 – Programação Social

Terça-feira – 24/08

09h - Mostra Infantil No Sesc Centro

09h – Debate com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior

14h – Oficina de Fotografia com Carlos Beltrão

19h – Mostra Competitiva “A ideia é...”

· Pitaqueiro – Bar do Cuscuz- (Agência Dabliu A) 00’ 30’’

· Lista Nota 10 – Agencia Animart Comunicações 00’ 30’’

· Florestas Maquinas e Tratores – A Gente Faz ( Agência Nozz) 00’ 60’’

· Boulevard Shopping- Super Mãe (Agência Mais Propaganda) 00’ 30’’

Mostra Competitiva Telejornalismo

· Cultura do Arroz em São João do Rio do Peixe - TV Paraíba – 3’

· Feira de Mangaio – TV Itararé – 4’ 53’’

· Causos do Treze e Campinense – Alunos de arte e Mídia da UFCG- 2’ 37’’

Mostra Tropeiros

· Bode Movie – Taciano Valério - 11’ 5’’

· Batom: Meu Primeiro Beijo – Curso de atores da UEPB – 8’ 38’’

· Uma Flor na Várzea – Mislene Santos/ Mateus Andrade – 20’

· Aos vivos – Paula Guimarães – 20’

Mostra Brasil

· CLINCH (Stevan Santos - SP) 12’ 30’’

· Primeira Paróquia do Cristo Sintético (Gabriel Menotti- ES) 14’ 30’’

· Fome de Bola (Isaac Chueke- RJ) 20’’

23h30- Programação Social

Quarta-feira – 25/08

09h – Mostra Felizidade no Sesc Centro

09h - Debate com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior

14h- Oficinas no DECOM

· Oficina de Fotografia com João Carlos Beltrão

· Oficina de Direção com Torquato Joel

· Oficina de Animação com Marão

19h – Mostra “a Ideia é...”

· Officina da Moda – Verão 2010 (Agência Mais Propaganda) 00’30’’

· Casa do Agricultor – Lugar certo (Agência Dabliu A) 00’ 45’’

· Natal de Aventuras – (Animart Comunicação) 00’ 30’’

· Sesi – Dia da Industria - (JTP) 00’ 60’’

· FICAMP 3 – (Agência Nozz) 00’ 30’’

Mostra Competitiva Telejornalismo

· 35 Anos do Amigão – TV Itararé – 4’ 38’’

· Delegado Guthier – TV Correio – 4’ 43’’

· Lurdes Ramalho – TV Itararé – 4’ 57’’

Mostra dos Olhares

· Um Lugar para Beijar 28’’

Mostra Tropeiros

· Dois e Trinta – Mecicleide Ramos - 20’

· Dificulnopolis e o alesado Desejo de Chico – João Martina Neto- 20’

· Vírus – Mateus Andrade – 18’

Mostra Brasil

· A Sobra da Marquise - Vladimir Seixas (Rj) 7’ 30’’

· Mestre Vitalino e nós no Barro (Alunos da Rede Municipal de Vitória Espirito Santo)

· O Filme Mais violento do mundo -Gilberto Scarpa (Mg)

23h30h- Programação Social

Quinta-feira – 26/08

09h - Debate com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior

14h Oficinas no DECOM

· Oficina de Fotografia com João Carlos Beltrão

· Oficina de Roteiro para Documentário com Bertrand Lira

· Oficina de Roteiro para Jogos Digitais com Nathan Cirino

· Oficina de Produção com Beth Formaggini

· Oficina de Direção com Toquarto Joel

· Oficina de Atuação no Cinema com Maria Gladys e Ana Sette

19h Mostra Competitiva Estalo

· Sintonize-se – Jonatas Falcão- 00’ 60’’

· Aprenda a ser feliz com seu Sebastião- Kalyne Almeida

· Dia das Crianças- Asueli de Moura

· Dispensável é a sua Mãe – Felipi Brito

· Poeta – Profissão Matuta – Thiago Germano

· O Minuto com a Estrela – Bruno Ribeiro

Mostra dos Olhares

· A minha amiga um breve relato sobre nós – André da Costa Pinto

Mostra Tropeiros

· AZ de Copas – Vida e Obra de João Gonçalves - Rodrigo Nunes- 20’’

· O Guardador – Diego Benevides – 8’

· Campina Grande City – Jorge Elô – 1’ 29’’

· A Dor Roda- Luciana Urtiga – 2’ 47’’

· La Traz da Serra – Paulo Roberto – 8’ 3’’

· Homens - Bertrand Lira e Lucia Caos – 20’

Mostra Brasil

· O Som do Tempo (Petrus Cariry – CE) 10’

· Um animal menor (Pedro Harres e Marcos Contreras –RS) 20’

· O Último Retrato (Abelardo de Carvalho- RJ) 10’

23h30 – Programção Cultural


Sexta-feira – 27/08

09h - Debate com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior

14h Oficina do Decom

Oficina de Roteiro para Documentário com Bertrand Lira
Oficina de roteiro para jogos digitais com Nathan Cirino

14h Realização do Forum dos realizadores Paraibanos organizado pela ONG Moinho do Cinema da Paraíba

19h30- Lançamento do Livro de Maria Rosário Caetano

20:30hs- Premiação e cerimonia de Encerramento do Comunicurtas com a participação da Filarmonica São Miguel.


Festa de Encerramento do Comunicurtas no Cine São José a partir da Meia Noite!!! =D

Unplayed Piano

Come and see me
Sing me to sleep
Come and free me
Hold me if i need to weep
Maybe it's not the season
Maybe it's not the year
Maybe there's no good reason
Why i'm locked up inside
Just cause they wanna hide me
The moon goes bright
The darker they make my night

Venha me ver
Cante para mim até que eu durma
Venha e me liberte
Abrace-me se eu precisar chorar
Talvez não seja a época
Talvez não seja o ano
Talvez não haja nenhuma boa razão
Do porquê de eu estar preso em mim
Só porque querem me esconder
A lua vai brilhando mais forte
Quanto mais escura fica minha noite

Vídeo

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O operário em construção

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia

Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia

Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento

Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão

Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu

Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário

Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita

Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!

E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar

As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
– "Convençam-no" do contrário –
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário

Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário

Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência

Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse, e fitou o operário

Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

– Loucura! – gritou o patrão

Não vês o que te dou eu?
– Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se

Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.

Um silêncio de torturas

E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.


Vinicius de Moraes

Video do lançamento da Revista Olhar Cultural


A revista Olhar Cultural é um projeto criado em 2006 pelo editor do Livre Pauta Marcos Moraes e o Jornalista Jocélio de Oliveira. Em formato digital a revista, que tem periodicidade trimestral, conta com uma equipe formada por jornalistas e estudantes e está aberta a colaboração.

A revista já é um sucesso, desde do lançamento que aconteceu no dia, 19 de agosto, no aúditorio do curso de Arte e Mídia da UFCG,mais de 35 de pessoas já tinham feito o download além de vários e-mails recebidos pela equipe, com sugestões de pautas e propostas de parceria.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE E DE REPÚDIO

TODO APOIO AS FAMILIAS VITIMADAS PELA VIOLÊNCIA NA PERIFERIA.

NÃO A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA E AO EXTERMINIO DA JUVENTUDE DAS PERIFERIAS DE JOÃO PESSOA-PB

NÓS, ABAIXOS ASSINADOS, MANIFESTAMOS NOSSA MAIS FIRME E IRRESTRITA SOLIDARIEDADE AS FAMILIAS VITIMADAS PELA VIOLÊNCIA NA PERIFERIA DAS CIDADES GRANDES. EM JOÃO PESSOA – PB, NA COMUNIDADE JARDIM VENEZA, MAIS UMA FAMILIA VITIMA DE UM PROCESSO DE VIOLÊNCIA. CASOS DE JOVENS CUJAS VIDAS SÃO TIRADAS... NÃO É NATURAL.

O ÚLTIMO CASO FOI DO JOVEM RAMON, UM DOS MEMBROS FUNDADORES DA RÁDIO COMUNITÁRIA DIVERSIDADE DO JARDIM VENEZA, ARTICULADOR DO COLETIVO DE TEATRO VINCULADO A PAROQUIA DA COMUNIDADE, 22 ANOS, TRABALHADOR. NO DIA 13 DE ABRIL ANDANDO DE MOTOCICLETA, EM MOMENTO DE LAZER, É “CONFUNDIDO” COM UM ASSALTANTE E LEVA UM TIRO NA NUCA, MORRENDO NA HORA. NÃO PODEMOS ACEITAR QUE FOI MERO EQUÍVOCO. QUEM ATIROU?

EM MENOS DE UM HORA SEU CORPO É RETIRADO DO LOCAL PELA POLICIA E ENCAMINHADO PARA O IML (QUANDO OCORRE MORTES NAS PERIFERIAS É COMUM A POLICIA DEMORAR CERCA DE 6 HORAS). NO IML É FICHADO SEM IDENTIFICAÇÃO PESSOAL OU FAMILIAR. A MÍDIA DÁ SEU VEREDITO, NO DIA SEGUINTE, LANÇA “MAIS UM BANDIDO É MORTO NO JARDIM VENEZA”. A MORTE SENSACIONALIZADA, TRATADA COMO UM ESPETÁCULO E VENDIDA COMO MERCADORIA.

A COMUNIDADE MOBILIZA-SE EM REPUDIO AO ACONTECIDO. AS FAMILIAS VITIMAS DA CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA SE MOBILIZAM, EM MARCHA SIMBOLICAMENTE.


INFORME: "ATO PELA PAZ: CONTRA A VIOLÊNCIA NO JARDIM VENEZA"

DIA 12 DE JUNHO ÀS 15 HS

LOCAL: EM FRENTE A RADIO COMUNITARIA JARDIM VENEZA (no Jardim Veneza - JP)

(como chegar ao local do Ato - via transporte coletivo: onibus 104/bairro das industrias
parada: 2° parado do jardim veneza-em frente a farmacia santa clara
seguir p/ rua à frente.)

MARCHA


ASSINAM:

ASSEMBLEIA POPULAR NA PARAIBA
ESTAGIO NACIONAL DE EXTENSÃO EM COMUNIDADES - ENEC
RADIO COMUNITARIA DIVERSIDADE

OBS: Os coletivos, as entidades, as pessoas de João Pessoa que puderem estar presencialmente neste ato e construirmos juntos um ato em repúdio aos acontecimentos, a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

CMS: 3 mil aprovam Projeto Nacional e Popular dos Movimentos Sociais

http://www.une. org.br/home3/ movimento_ social/movimento _social_2007/ m_16676.html
1 de junho de 2010

Plataforma política é aprovada na assembleia nacional organizada pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) nesta segunda-feira, 31 de maio, em São Paulo. Documento histórico foi construído com a unidade dos Movimentos Sociais e referendado por militantes de todo Brasil. UNE, UBES e ANPG contribuíram na elaboração do texto

São Paulo, terra de milhões de brasileiros vindos dos quatro cantos do país, cidade cosmopolita que reúne o que há de mais diverso do país tropical, amanheceu fria nesta segunda-feira, 31 de maio. Já dentro da quadra dos bancários, tradicional reduto paulista da luta dos movimentos sociais, mais de 3 mil pessoas se aqueciam debatendo o futuro do país. Lá dentro, todas as cores, cheiros, tradições e costumes se encontraram durante a Assembléia Nacional da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), convocada para referendar a plataforma política a ser apresentada ao conjunto da sociedade.

O Projeto Nacional e Popular dos Movimentos Sociais foi aprovado e recebeu dezenas de destaques e contribuições dos participantes. Agora, a CMS pretende levar o texto aos candidatos à presidência, cobrando o compromisso daquele que assumirá o posto mais alto da república com as reivindicações dos movimentos sociais para o próximo período.

“Queremos consolidar as mudanças dos últimos anos e avançar, ampliar as conquistas e impedir qualquer retrocesso", frisou o histórico líder petroleiro Antônio Carlos Spis, da CUT, uma das principais figuras que conduziram a CMS ao patamar de importante força mobilizadora nacional.

A representante da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lúcia Stumpf, destacou o caráter de unidade e nacionalidade da assembléia. “Estamos aqui hoje para aprovar um texto construído a milhares de mãos, que contempla a diversidade do movimento social e suas principais reivindicações. Realizamos 17 assembléias estaduais antes de apresentarmos este documento à sociedade. Saímos daqui fortalecidos e prontos para avançar no processo democrático”, destacou.


Unidade na diversidade

A mesa de abertura contou com a presença de 12 entidades que compõem a CMS, representadas pelos presidentes da UNE e da UBES, Augusto Chagas e Yann Evanovick; por João Paulo, da coordenação do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra (MST); Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Edson França, coordenador nacional da UNEGRO; Ubiraci Dantas (Bira), da CGTB; Bartíria Perpétua Lima da Costa, presidente da CONAM (Confederação Nacional de Associações de Moradores); Márcia Machado, vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Sonia Coelho, da Marcha Mundial de Mulheres.

Parlamentares também prestigiaram a assembléia, como o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), presidente da Força Sindical, e o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que saudaram todos os presentes. Antes do início dos debates, integrantes do MST recitaram poemas e tocaram canções, unindo política e cultura.

O “protagonismo político dos movimentos sociais e dos trabalhadores” foi enfatizado pelo presidente da UNE, Augusto Chagas, apontando que esses atores “criaram as condições para os avanços”. Já o presidente da UBES, Yann Evanovick, destacou que “a unidade do MS é importante pra assegurar a vitória daqueles que representam as reivindicações do Projeto Brasil”.

Na pauta da CMS, o objetivo é obter novas conquistas. "Passamos por crise, políticas neoliberais, criminalização dos movimentos sociais e falta de diálogo. Não queremos o retrocesso, com a volta dos tucanos, que representam o neoliberalismo” , reforçou o presidente da CUT, Artur Henrique.

Ao final, João Paulo Rodrigues, do MST, celebrou o sucesso da plenária e o amadurecimento da Coordenação dos Movimentos Sociais. “A CMS dá um salto de qualidade. Antes era uma plataforma só contra a política econômica, depois só uma ofensiva contra a direita. E hoje ela se reúne e discute um projeto para o Brasil. Isso faz com que a militância se envolva mais, há o clima nacional de ampliar a pauta de reivindicações” , disse.

Documento

O documento aprovado pela plenária destacou que o Estado foi fortalecido no último período, “alcançando maior ritmo de desenvolvimento” , “a distribuição de renda e o progresso social avançaram com a valorização do salário mínimo, das políticas sociais e a integração solidária do continente foi estimulada”, porém, “muito mais há para ser feito”.

Diz trecho do texto: “Defendemos mudanças na política econômica, com redução dos juros e do elevado superávit primário, para que o país transite para um novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. Estas mudanças são fundamentais para contribuir com o fortalecimento e a ampliação dos programas sociais, investimentos em infraestrutura, saúde, educação, habitação, saneamento, energia, transporte público, geração de emprego e distribuição de renda. Sabemos que enquanto não resolvermos a grave desigualdade social motivada pela enorme concentração de renda e riquezas em nosso país não avançaremos na constituição de um Brasil democrático”.


Campanhas

Durante a Assembléia, foram lançadas duas importantes campanhas: a primeira distribuiu aos presentes folders com o formato de um cartão vermelho. Todos fizeram o gesto do juiz do futebol para repudiar a prática do trabalho infantil no Brasil. Uma segunda campanha lançada foi “América Latina e Caribe - contra a instalação de bases militares estrangeiras nas duas regiões”, coordenada pelo Cebrapaz, que distribuiu ainda uma mensagem de solidariedade à Cuba, pedindo o fim do bloqueio econômico; em defesa dos cinco prisioneiros cubanos detidos nos Estados Unidos e a devolução imediata de Guantánamo aos cubanos.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Elis

Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Das coisas que aprendi
Nos discos...

Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...

Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...

Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz...

Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...

Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...

Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...

Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...

Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...